Letra de Pra Contrariar a Quietude - Luiz Marenco
Disco A
01
Apresentação
02
Pra o Meu Consumo
03
Meu Rancho
04
De Volta de uma Tropeada
05
Pra Contrariar a Quietude
06
O Sal dos Olhos
07
Meu Pingo
08
De Estância Alma e Tempo
09
Estrela da Estrada Inteira
10
Querência, Uma Releitura
11
Décima da Estância
12
Estrada Real
13
Ave Maria da Guitarra
14
Flor Colorada
15
Gateado Pêlo de Sol
Pra Contrariar a Quietude
As vezes pego a guitarra pra contrariar a quietude
E as mãos campeiras e rudes vem se fazer de cigarras
E alma solta as amarras que a solidão traz consigo
O peito encontra um abrigo numa milonga de essência
E a própria voz da querência começa a prosear comigo
Há uma magia pampeana quando a milonga aparece
Mescla de pranto e de prece na liturgia aragana
Milonga lua orelhana que guarda a paz dos confins
Ressuscitando os clarins que se calaram tristonhos
Encontra os medos e os sonhos que estão perdidos em mim
Já não me sinto sozinho quando a milonga desgarra
Pois se humaniza a guitarra que me acompanha aos caminhos
Somos dois eu e este pinho companheiros das noites longas
Minha ilusão se prolonga ao constatar que o bordão
Na verdade é um coração pulsando dentre a milonga
Lembro as perguntas que eu fiz porque tanto imediatismo
Falsos tchês estrangeirismo desprovidos de raiz
Mas a milonga me diz sempre a caranchos parceiros
Rondando a paz dos potreiros já desde o tempos de antanho
Mas quem tem campo e rebanho madruga sempre primeiro
Milonga velha rainha das minhas noites de sono
Esta guitarra é teu trono onde a saudade se aninha
O meu verso te amadrinha no galpão da plenitude
Sinto sede és meu açude e é por isso que com garra
As vezes pego a guitarra pra contrariar a quietude
E as mãos campeiras e rudes vem se fazer de cigarras
E alma solta as amarras que a solidão traz consigo
O peito encontra um abrigo numa milonga de essência
E a própria voz da querência começa a prosear comigo
Há uma magia pampeana quando a milonga aparece
Mescla de pranto e de prece na liturgia aragana
Milonga lua orelhana que guarda a paz dos confins
Ressuscitando os clarins que se calaram tristonhos
Encontra os medos e os sonhos que estão perdidos em mim
Já não me sinto sozinho quando a milonga desgarra
Pois se humaniza a guitarra que me acompanha aos caminhos
Somos dois eu e este pinho companheiros das noites longas
Minha ilusão se prolonga ao constatar que o bordão
Na verdade é um coração pulsando dentre a milonga
Lembro as perguntas que eu fiz porque tanto imediatismo
Falsos tchês estrangeirismo desprovidos de raiz
Mas a milonga me diz sempre a caranchos parceiros
Rondando a paz dos potreiros já desde o tempos de antanho
Mas quem tem campo e rebanho madruga sempre primeiro
Milonga velha rainha das minhas noites de sono
Esta guitarra é teu trono onde a saudade se aninha
O meu verso te amadrinha no galpão da plenitude
Sinto sede és meu açude e é por isso que com garra
As vezes pego a guitarra pra contrariar a quietude