Letra de Por Respeito Ao Domador - Jairo Lambari Fernandes
Disco A
01
Pra Lembrar de Ti
02
Cena de Campo
03
Romance de Outro Mariano
04
Enserenada
05
Vai Coração
06
Por Respeito Ao Domador
07
No Rastro da Gadaria
08
De Um Amigo Pra Outro
09
De Alma na Estrada
10
Pra Minha Amada
11
Regalo De Dom Claudir
12
Por Um AbraÇo
13
Por Bendizer-te
14
Náufragos
15
Pra Nunca Mais
Por Respeito Ao Domador
Amanheceu a querência
num silêncio absoluto
e o rincão veste luto
por respeito ao domador
o picaço se perdeu
e o poliango vinha no laço
três negros no mesmo espaço
e a negra morte acampou
se quedou numa rodada
dessas que a lida atropela
ao tranco varou a cancela
e da vida se apeiou
quem visse o negro domando
lidando com corda e potro
um xucro domando outro
dois touros num só rodeio
repassou ensinamentos
desde o cabresto ao bocal
envidado nos recaus
mestre na lida do freio
quando tiro a passarinha
de um potro que aceita o freio
e cruzo rangindo arreio
donde plantaram tua cruz
vejo o pago que traduz
a tua história contada
na boca da cavalhada
pelos mansos da minha pampa
feito um quadro que se estampa
o picaço das encilha
segue adornando as flexilhas
pastando em volta da campa
na boca da cavalhada
pelos mansos da minha pampa
cada um tem sua sina
carrego a de cantador
a tua de domador
transcreveu para as barbelas
a minha eu trago na goela
que a terra lhe seja leve
nessas horas se percebe
cantando as coisas da lida
que o que se leva da vida
É as coisas que a gente escreve
num silêncio absoluto
e o rincão veste luto
por respeito ao domador
o picaço se perdeu
e o poliango vinha no laço
três negros no mesmo espaço
e a negra morte acampou
se quedou numa rodada
dessas que a lida atropela
ao tranco varou a cancela
e da vida se apeiou
quem visse o negro domando
lidando com corda e potro
um xucro domando outro
dois touros num só rodeio
repassou ensinamentos
desde o cabresto ao bocal
envidado nos recaus
mestre na lida do freio
quando tiro a passarinha
de um potro que aceita o freio
e cruzo rangindo arreio
donde plantaram tua cruz
vejo o pago que traduz
a tua história contada
na boca da cavalhada
pelos mansos da minha pampa
feito um quadro que se estampa
o picaço das encilha
segue adornando as flexilhas
pastando em volta da campa
na boca da cavalhada
pelos mansos da minha pampa
cada um tem sua sina
carrego a de cantador
a tua de domador
transcreveu para as barbelas
a minha eu trago na goela
que a terra lhe seja leve
nessas horas se percebe
cantando as coisas da lida
que o que se leva da vida
É as coisas que a gente escreve