Letra de Saco de Ouro - Garotos de Ouro
Disco A
01
Não Chora China Véia
02
Chorando a Saudade
03
Para Pedro
04
Aguenta Coração
05
Vaneira das Missões
06
Coração Perdido
07
Versos à Santa Catarina
08
O Branco do Teu Cabelo
09
Churrasco
10
Saudades de Minha Terra
11
Meu Pago Sul
12
Morena Rosa
13
Fandango do Tio Bino
14
Saco de Ouro
15
Enchentes de Carinho
16
Seguindo o Vento
17
Parceiros na Existência
Saco de Ouro
Um saco de estopa com embira amarrado
Eu tenho guardado é a minha paixão
Uma bota velha chapéu cor de ouro
Bainha de couro e um velho facão
Tem um par de espora arreio
E um laço um punhal de aço e rabo de tatu
Tenho uma guaiaca ainda perfeita
Caprichada e feita só de couro cru
Do lampião quebrado só resta o pavio
Pra lembrar o frio eu também guardei
Um pelêgo branco que perdeu o pêlo
Apesar do zêlo com que eu cuidei
Também um cachimbo de canudo longo
Quantos pernilongos com ele espantei
Um estribo esquerdo que guardei com jeito
Porque o direito na cerca eu quebrei
A nota fiscal já toda amarela da primeira sela
Que eu mesmo comprei
Lá em soledade na casa da cinta
Duzentos e trinta na hora paguei
Também o recibo já todo amassado
Primeiro ordenado que eu faturei
É a minha tráia num saco amarrado
Num canto encostado que eu sempre guardei
Pra mim representa um belo passado
A lida de gado que eu sempre gostei
Assim enfrentando um trabalho duro
Eu fiz um futuro sem violar a lei
O saco é a relíquia com seus apetrechos
Não vendo e não deixo ninguém por a mão
No tranco da vida aguentei o taco
E o ouro do saco é a recordação
Eu tenho guardado é a minha paixão
Uma bota velha chapéu cor de ouro
Bainha de couro e um velho facão
Tem um par de espora arreio
E um laço um punhal de aço e rabo de tatu
Tenho uma guaiaca ainda perfeita
Caprichada e feita só de couro cru
Do lampião quebrado só resta o pavio
Pra lembrar o frio eu também guardei
Um pelêgo branco que perdeu o pêlo
Apesar do zêlo com que eu cuidei
Também um cachimbo de canudo longo
Quantos pernilongos com ele espantei
Um estribo esquerdo que guardei com jeito
Porque o direito na cerca eu quebrei
A nota fiscal já toda amarela da primeira sela
Que eu mesmo comprei
Lá em soledade na casa da cinta
Duzentos e trinta na hora paguei
Também o recibo já todo amassado
Primeiro ordenado que eu faturei
É a minha tráia num saco amarrado
Num canto encostado que eu sempre guardei
Pra mim representa um belo passado
A lida de gado que eu sempre gostei
Assim enfrentando um trabalho duro
Eu fiz um futuro sem violar a lei
O saco é a relíquia com seus apetrechos
Não vendo e não deixo ninguém por a mão
No tranco da vida aguentei o taco
E o ouro do saco é a recordação