Letra de Numa Cruzada De Campo - Pepeu Gonçalves
Numa Cruzada De Campo
Numa cruzada de campo, boto o pingo na estrada
um sombrero de aba larga, me defendia do vento
no meu acompanhamento um fronteiriço também vai
volta e meia um “sapucay”
pra apurar o trote lento
com a égua de a cabresto, cruzando cerca e banhado
o potrilho do meu lado, se assustava com o tormento
“ala maula” mas que tempo, já não se via mais nada
só a égua relinchava
em sinfonia com o vento
uma gateada rosilha, coiceira e sotretona
mordedeira, redomona, flor de arisca e matreira
mas ainda era faceira, crioula pura e lindaça
fazendo alguma arruaça
querendo chegar primeiro
num grito, Êra cavalo
puxa esta égua parceiro
temos que voltar ligeiro
pro patrão não complicar
larga a égua na mangueira
se quiser pode amarrar
depois de botar em cria
leva pro lado de lá
um sombrero de aba larga, me defendia do vento
no meu acompanhamento um fronteiriço também vai
volta e meia um “sapucay”
pra apurar o trote lento
com a égua de a cabresto, cruzando cerca e banhado
o potrilho do meu lado, se assustava com o tormento
“ala maula” mas que tempo, já não se via mais nada
só a égua relinchava
em sinfonia com o vento
uma gateada rosilha, coiceira e sotretona
mordedeira, redomona, flor de arisca e matreira
mas ainda era faceira, crioula pura e lindaça
fazendo alguma arruaça
querendo chegar primeiro
num grito, Êra cavalo
puxa esta égua parceiro
temos que voltar ligeiro
pro patrão não complicar
larga a égua na mangueira
se quiser pode amarrar
depois de botar em cria
leva pro lado de lá