Letra de Lampâna - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
Dueto das Invernias
02
Linguagem Pátria de Um Povo
03
Pra Bailar de Cola Atada
04
Das Coisas Simples da Gente
05
Lampâna
06
Campeiros
07
Do São Borja ao Batovi
08
Décima dos Potreadores
09
Quando Me Perco Num Grito
10
De Quando Um Malo Se Bolca
11
Crescente Macharona
12
De Estrela a Estrela
13
Das Volteadas de Uma Estância
14
Erguendo a Pátria nos Tentos
15
Romanceiro de Estrada e Posto
Lampâna
A intempérie quem vem da banda oriental
"Se dando" volta arrepia o firmamento
Pois o inverno que mete a cara e se ajeita
Trás seus anseios no contraponto dos ventos.
Esta lâmpana eu pede boca e se "agranda"
Virando o pêlo do "egüedo" da manada
É a promessa de que o tempo será "malo"
"templando" enchentes e aragem fira das geadas.
Mais uma vez os ranchos pobres da fronteira
Serão trincheiras dos índios de sangue quente
Por que o inverno desta vez será bagual
E os "poquitos" vai castigando está gente.
Sorte paisano pois não falta um fogo grande
Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros
Quem acolhera corpo, alma as labaredas
Sabe que o fri jamais entangui um fronteiro.
Então mateio num rancho que fiz pra dois
Pena que tantos não tem a mesma sorte
Porque o destino é uma tormenta mui braba
Que aquebranta quem não tem um corpo forte.
Mas menos mal que a primavera é uma esperança
Do índio quebra que a vida surra na calma
Se o sol é um poncho que aquenta carne e osso
O frio do inverno não logra o calor da alma.
"Se dando" volta arrepia o firmamento
Pois o inverno que mete a cara e se ajeita
Trás seus anseios no contraponto dos ventos.
Esta lâmpana eu pede boca e se "agranda"
Virando o pêlo do "egüedo" da manada
É a promessa de que o tempo será "malo"
"templando" enchentes e aragem fira das geadas.
Mais uma vez os ranchos pobres da fronteira
Serão trincheiras dos índios de sangue quente
Por que o inverno desta vez será bagual
E os "poquitos" vai castigando está gente.
Sorte paisano pois não falta um fogo grande
Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros
Quem acolhera corpo, alma as labaredas
Sabe que o fri jamais entangui um fronteiro.
Então mateio num rancho que fiz pra dois
Pena que tantos não tem a mesma sorte
Porque o destino é uma tormenta mui braba
Que aquebranta quem não tem um corpo forte.
Mas menos mal que a primavera é uma esperança
Do índio quebra que a vida surra na calma
Se o sol é um poncho que aquenta carne e osso
O frio do inverno não logra o calor da alma.