Tanta cosa aquí se passa
Uma conversa parcera
Uma costura bem feita
Ponteando uma corda chata
Um truco bem orelhado
Pra os ressábios de um embido
E a bendição da cachaça
Na volta de algum bolicho
A poeira das invernadas
Que vem nas patas dos bois,
A vóz antiga do avô
Na sombra dessas ramadas
É no palanque cravado
Que a alma da curunilha
Estira alma de um potro
Bem antes de uma rendilha
É na soltada do gado
Que se impacienta meu mouro
Aliviando a porteira
Pra os causo de algum estouro
Tanta milonga que vem
Ao repensar minha raça
Ao reencontrar meu sinuelos
Junto ao fogão e a fumaça
As vezes alguma estrela
Lacrimejando um recuerdo
Recria a copla perdida
Que eu esqueci em mim mesmo
Ou na alegria tamanha
Nos olhos do meu overo
Que espicha a alma de perro
Do catre junto aos arreios
Tristeza aqui eu assumo
Sempre assumi bem jujada
Deixo no mais que se renda
Aos feitiços da guitarra
Entre o galpão e a mangueira
A vida é bugra e enfeitiça,
E retempera os aprontes
Pras investidas da lida
Espécie de jogo de cartas, entre dois ou quatro parceiros.
Esteio grosso e forte, onde se amarram animais.
Cavalo novo que ainda não levou lombilho.
Conto, estória.
Cama rústica improvisada com o “maneador” passado entre dois varões que unem dois pares de pés em forma de “X”, sobre o que, coloca-se forros (pelegos).
Tipo de edificação que com o rancho forma um conjunto habitacional no RGS; numa Estância ou numa Fazenda, abriga o alojamento da peonada solteira, os depósitos de rações, almoxarifados, apetrechos, aperos, galpão-do-fogo, etc.