Letra de Floreio, Musas e Poemas - João de Almeida Neto
Disco A
01
Silva da Silva
02
As Razões do Boca Braba
03
Nova Trilha
04
Vozes Rurais
05
Vinho das Paixões
06
Gauchinha Bonita
07
Vaneira Negra
08
Laçador de Barro
09
O Campo Não Sonha, Floresce
10
O Meu País
11
Siempre que es Gaúcho el Cantor
12
Tango do Meretrício
13
O Coração do Gaúcho
14
Floreio, Musas e Poemas
15
Definição do Grito
Floreio, Musas e Poemas
De vez em quando floreios
De milongas indomadas
Evoco noites passadas
Com amante que ainda não veio
Me entrego a esse devaneio
E atravesso um labirinto
Onde me orienta o que eu sinto
E avanço pelo que creio
Eu acredito que a mente
Que viemos de um mesmo parto
O tempo, espaço e os astros,
O peixe, o pássaro e a gente
Um parto sem precedentes,
Nem tardio, nem prematuro
Que impôs luz sob o escuro
E o por vir sobre o presente
{repete}
Falado:
Confio no sentimento
Dos confins da espécie humana
Fundo de campo ou savana
Aberto a todos os ventos
E é nesses acampamentos
Que cada um avalia
Com que porção de poesia
Vai fabricar seu sustento.
Me acostumei a dieta
De comer quimeras cruas
Mas em porções de uma ou duas
Só o desjejum se completa
Minha fome analfabeta
Faz crer que até muito velho
Me nutrirei do evangelho
Segundo as musas e os poetas
{repete}
De vez em quando floreios
De milongas indomadas
Evoco noites passadas
Com amante que ainda não veio
Me entrego a esse devaneio
E atravesso um labirinto
Onde me orienta o que eu sinto
E avanço pelo que creio
Sempre que cala u cantor
Creio inquietar-se uma fera
Enquanto não se apodera
Do assoite do domador
E quero crer que onde eu for
Nenhum autor terá escrito
O último verso bonito
E a última história de amor
{repete}
De milongas indomadas
Evoco noites passadas
Com amante que ainda não veio
Me entrego a esse devaneio
E atravesso um labirinto
Onde me orienta o que eu sinto
E avanço pelo que creio
Eu acredito que a mente
Que viemos de um mesmo parto
O tempo, espaço e os astros,
O peixe, o pássaro e a gente
Um parto sem precedentes,
Nem tardio, nem prematuro
Que impôs luz sob o escuro
E o por vir sobre o presente
{repete}
Falado:
Confio no sentimento
Dos confins da espécie humana
Fundo de campo ou savana
Aberto a todos os ventos
E é nesses acampamentos
Que cada um avalia
Com que porção de poesia
Vai fabricar seu sustento.
Me acostumei a dieta
De comer quimeras cruas
Mas em porções de uma ou duas
Só o desjejum se completa
Minha fome analfabeta
Faz crer que até muito velho
Me nutrirei do evangelho
Segundo as musas e os poetas
{repete}
De vez em quando floreios
De milongas indomadas
Evoco noites passadas
Com amante que ainda não veio
Me entrego a esse devaneio
E atravesso um labirinto
Onde me orienta o que eu sinto
E avanço pelo que creio
Sempre que cala u cantor
Creio inquietar-se uma fera
Enquanto não se apodera
Do assoite do domador
E quero crer que onde eu for
Nenhum autor terá escrito
O último verso bonito
E a última história de amor
{repete}