Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Ofício de Campeiro

Grupo Sul Balanço · Sem Álbum

Capa de Sem Álbum
Grupo Sul Balanço

Ofício de Campeiro

Sem Álbum
Mandei que trouxessem o “maula”, o mais xucro da tropilha, Que andava solto no campo, cortando volta da encilha Caborteiro, mal domado, desses ventena e “veiáco”, Que ao sentir peso no lombo, costumava extraviar os caco Não sou de contar com a vida, nem sou de dobrar o tirão, Não tenho medo da força, dos golpes de redomão Repontaram pra mangueira, o “maula” xucro tremia, Me olhando de atravessado, como quem me conhecia No balanço do “corcovo”, só Deus sabe o que vai ser, Se tu não me der trabalho, eu não te faço sofrer Por mal é pior pra nós dois, por bem seremos parceiro Vai ser tu, não vai ser outro, Te apartei pra ser meu potro, nesse ofício de campeiro Saltei no lombo do guacho, me benzi, fiz uma prece, Joguei o caixão pra trás, pra aguentar o sobe e desce Soltaram, eu baixei-lhe mango, que ao longe ouvia o estouro, As esporas cortadeiras fazendo estrago no couro Foi pra já que acalmou-se o “maula” do lombo arcado, Precisava de uma sova pra deixar de ser lasqueado Hoje manso pelo fino, tratado na estrebaria, Meu parceiro dos arreios, nas lidas do dia-a-dia
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