Letra de A Gaita do Belizário - Tchê Barbaridade
Disco A
01
Hino Rio-Grandense
02
Os Ginetes do Brasil
03
Maria Dançadeira
04
Vida de Gaúcho
05
De a Cavalo
06
É Sábado o Dia
07
A Gaita do Belizário
08
O Rio Grande Me Criou
09
Ao Som de Um Gaitaço
10
Bica Que Bica
11
O Tchê Chegou!
12
Vai, Vai no Balanço do Tche
13
Bailão da Nega Joana
14
Uma Negrinha Me Esperando
15
Gaitaço Brasileiro
16
Moça Fandangueira
17
Festa na Rua
18
Bugio Kilha
19
Apaixonado
20
Ausência
21
Vanerão do Adeus
A Gaita do Belizário
Quando me lembro dos pagos nos dias de castração
O laço corria frouxo, o mate de mão em mão
O touro brabo berrava pra se escapar do peão
Mas a faca castradeira fazia o serviço no chão
me lembro da tia picucha que era surda de um ouvido
Andava sempre brigando com um fogão velho entupido
Chegava de meio-dia tava tudo a "resolvido"
Servia pra peonada cuião de touro cozido
enquanto os "home" comiam a véia ficava em pé
Gritava de vez em quando: "se sirvam quando quiser
Não usem de cerimônia, tem mais cuião pra quem quer
Se já comeram a vontade, agora é a vez das "muié!"
e as filhas da laudelina gostavam de uma brincadeira
Dançavam com todo mundo no surungo a noite inteira
E a gaita do belizário com o fole qual uma peneira
Levantava a saia delas no balanço da vaneira
O laço corria frouxo, o mate de mão em mão
O touro brabo berrava pra se escapar do peão
Mas a faca castradeira fazia o serviço no chão
me lembro da tia picucha que era surda de um ouvido
Andava sempre brigando com um fogão velho entupido
Chegava de meio-dia tava tudo a "resolvido"
Servia pra peonada cuião de touro cozido
enquanto os "home" comiam a véia ficava em pé
Gritava de vez em quando: "se sirvam quando quiser
Não usem de cerimônia, tem mais cuião pra quem quer
Se já comeram a vontade, agora é a vez das "muié!"
e as filhas da laudelina gostavam de uma brincadeira
Dançavam com todo mundo no surungo a noite inteira
E a gaita do belizário com o fole qual uma peneira
Levantava a saia delas no balanço da vaneira