Letra de Ninguém Vê os Tombos Que Eu Caio - Crioulo Batista
Disco A
01
Vida de Gaiteiro
02
Loira Casada
03
Não é Gaúcho Quem Não Gosta de Cavalo
04
Gaita Companheira
05
As Pilchas do Nego
06
Obrigado Senhor
07
Do Rio Grande Antigo
08
Olhos Castanhos
09
Saudade de Livramento
10
Ninguém Vê os Tombos Que Eu Caio
11
Dançador e Bochincheiro
12
Abaralhando a Barbela
13
Dia de Rodeio
14
Diulha
Ninguém Vê os Tombos Que Eu Caio
Abre a cordeona gaiteiro, deixa de manha
me dá um trago da tua canha, porque esta é de barril
toca uma marca daquelas bem caborteira
com sotaque da fronteira, lá do garrão do brasil
toca gaiteiro que tu é dos bons, percebo
enquanto tu toca eu bebo, comigo não tem mistério
quero dançar, mas me encabula e me apavora
e enquanto não chega a hora, mais um trago pro gaudério
(bebo a vontade, gasto os pilas e me desfalco
e passo a noite solito, dançando em frente do palco
o povo todo ri, me chamam de lacaio
só vêem os tragos que eu bebo não vêem os tombos que eu caio)
termina o baile vem o dia, eu tô borracho
nem o meu caminho eu acho, reconheço que eu tô feio
saio pra fora e até com os parceiro resingo
nem mesmo meu próprio pingo, deixa eu chegar nos arreios
sigo agarrando na parede, palmo e passo
tropicando num balaço, vou mais ou menos assim
cabeça zonza e as pemas frouxas, me atrasa
termina o canto da casa e acaba o mundo pra mim
chego na estância, manhã de segunda-feira
o capataz lá na mangueira e manda encilhar o xaveco
É um burro zaino e prá montar nele me custa
dá um coice faz que se assusta e sai vendendo meus tareco
a lida é braba, mas eu gosto desta vida
não pode é faltar bebida, pra quem bebe a revelia
gaiteiro bom toca de ouvido a noite inteira
e pra farrancho e borracheira, nunca faltou parceria
me dá um trago da tua canha, porque esta é de barril
toca uma marca daquelas bem caborteira
com sotaque da fronteira, lá do garrão do brasil
toca gaiteiro que tu é dos bons, percebo
enquanto tu toca eu bebo, comigo não tem mistério
quero dançar, mas me encabula e me apavora
e enquanto não chega a hora, mais um trago pro gaudério
(bebo a vontade, gasto os pilas e me desfalco
e passo a noite solito, dançando em frente do palco
o povo todo ri, me chamam de lacaio
só vêem os tragos que eu bebo não vêem os tombos que eu caio)
termina o baile vem o dia, eu tô borracho
nem o meu caminho eu acho, reconheço que eu tô feio
saio pra fora e até com os parceiro resingo
nem mesmo meu próprio pingo, deixa eu chegar nos arreios
sigo agarrando na parede, palmo e passo
tropicando num balaço, vou mais ou menos assim
cabeça zonza e as pemas frouxas, me atrasa
termina o canto da casa e acaba o mundo pra mim
chego na estância, manhã de segunda-feira
o capataz lá na mangueira e manda encilhar o xaveco
É um burro zaino e prá montar nele me custa
dá um coice faz que se assusta e sai vendendo meus tareco
a lida é braba, mas eu gosto desta vida
não pode é faltar bebida, pra quem bebe a revelia
gaiteiro bom toca de ouvido a noite inteira
e pra farrancho e borracheira, nunca faltou parceria