Letra de Quebrando Geada - Adams Cezar
Disco A
01
O Clarim do Batará
02
Pó Missioneiro
03
Quebrando Geada
04
Um Tropeiro no Reponte
05
Águas do Tempo
06
Cantiga Para La Negra
07
Remanso de Penas
08
De Bois e Arados
09
O Ronco da Gaita Véia
10
Vivendo e Aprendendo
11
Ao Clarear do Dia
12
Vaneira de Peão de Campo
13
Homem de Rio
14
Chacarera do Laçador
Quebrando Geada
Aldo pereira e jones andrei vieira
o verão se entrega atrás da coxilha
bem desconfiava que andava a esmo
perdeu a força, não tinha calor
já fazia dia que não era o mesmo.
o minuano sopra açoitando macegas
e tenebroso uivo dando arrepio
os dias ficando cada vez mais curtos
e a nova estação vem trazendo o frio.
o outono sulino vem mostrando as garras
desatando as amarras ofuscando o brilho
num sul que até ontem era verde esmeralda
e como miragem amanhece tordilho.
/quando chega a invernia vamo quebrando geada
prepara o mate para esquentar
uma dose de graspa num café bem preto
mistura serrana pra lida iniciar./
o horizonte cinzento feito uma cortina
debruça as crinas escondendo os serros
chaminés do ofício troteando fumaça
É a vida que passa ao redor do braseiro.
fogões galponeiros cuspindo tições
mudam a paisagem em tons diferentes
o poncho guardado ganha a serventia
e o rigos do dia encaranga o vivente.
cambonas chiando e roncos de mate
guamirim valente garante o braseiro
ovelhas lanudas vem rondar o rancho
despertando o cusco que trocou de pelo.
o verão se entrega atrás da coxilha
bem desconfiava que andava a esmo
perdeu a força, não tinha calor
já fazia dia que não era o mesmo.
o minuano sopra açoitando macegas
e tenebroso uivo dando arrepio
os dias ficando cada vez mais curtos
e a nova estação vem trazendo o frio.
o outono sulino vem mostrando as garras
desatando as amarras ofuscando o brilho
num sul que até ontem era verde esmeralda
e como miragem amanhece tordilho.
/quando chega a invernia vamo quebrando geada
prepara o mate para esquentar
uma dose de graspa num café bem preto
mistura serrana pra lida iniciar./
o horizonte cinzento feito uma cortina
debruça as crinas escondendo os serros
chaminés do ofício troteando fumaça
É a vida que passa ao redor do braseiro.
fogões galponeiros cuspindo tições
mudam a paisagem em tons diferentes
o poncho guardado ganha a serventia
e o rigos do dia encaranga o vivente.
cambonas chiando e roncos de mate
guamirim valente garante o braseiro
ovelhas lanudas vem rondar o rancho
despertando o cusco que trocou de pelo.