Letra de Estiagem - Eraci Rocha - Califórnia da Canção Nativa
Disco A
01
Lá na Fronteira - César Oliveira e Rogério Melo
02
Feito o Carreto - Pirisca Grecco
03
Encontro Com a Milonga - Luiz Carlos Borges
04
Jogando Truco - Pirisca Grecco
05
Coração de Milonga - Vinícius Brum
06
Cantata para Don Ramon - Délcio Tavares
07
Milongão para Assobiar Desencilhando - Luiz Marenco
08
Se um Dia tu Chegares - Jairo Lambari Fernandes
09
Estiagem - Eraci Rocha
10
Milongão Sul - Riograndense - Joca Martins
11
Romance do João Guerreiro - Roberto Luçardo
12
Carreta Humana - Tiago Cesarino
Disco B
01
Na Fogueira da Milonga - Pirisca Grecco
02
Vira-Mundo - Jorge Freitas e Rubilar Ferreira
03
Aguadas - Adilson Dutra
04
Num Poema Triste - Robledo Martins
05
Os Olhos da Minha Saudade - Vinícius Brum
06
Acasos e Ocasos de um Cambicho - Léo Almeida
07
Salso-Chorão - Luiz Felipe Delgado
08
Milonga que Chora a Dor de Amor - César Santos
09
Diferenças - Eraci Rocha
10
Trigo Maduro - Ricardo Carus
11
Potreiro Vazio - Ângelo Franco
12
Procurando o Bugio - Vinícius Brum
Estiagem - Eraci Rocha
Olhando a pampa estendida
Até onde a vista alcança
Torreira triste descansa
Sem pressa de ir embora
Miséria gastando esporas
No pastiçal já gateado
Remoendo a fome meu gado
Aponta os ossos pra fora.
A sanga perdeu as forças
Que nem na ladeira anda
E o Patrão Velho não manda
O Vento Norte que falo
Lamber o pasto já ralo
Que só a chuva renova
Vai a Cheia e vem a Nova
Sem nenhum “rabo de galo”.
O açude rachou a taipa
Numa soleira bagual
No fundo um lodaçal
Minguando a cada dia
- Quem sabe venha de cria!
A negritude do poente
Que alumia a alma da gente
Quando o tempo velho estia.
Mirando a quincha do pampa
No rumo do meu Patrão
Na mudez de uma oração
Que nunca aprendi a fazer...
Até me custa entender
Esse flagelo do gado
Se a mim sobram pecados
A tropa não deve ter.
Até onde a vista alcança
Torreira triste descansa
Sem pressa de ir embora
Miséria gastando esporas
No pastiçal já gateado
Remoendo a fome meu gado
Aponta os ossos pra fora.
A sanga perdeu as forças
Que nem na ladeira anda
E o Patrão Velho não manda
O Vento Norte que falo
Lamber o pasto já ralo
Que só a chuva renova
Vai a Cheia e vem a Nova
Sem nenhum “rabo de galo”.
O açude rachou a taipa
Numa soleira bagual
No fundo um lodaçal
Minguando a cada dia
- Quem sabe venha de cria!
A negritude do poente
Que alumia a alma da gente
Quando o tempo velho estia.
Mirando a quincha do pampa
No rumo do meu Patrão
Na mudez de uma oração
Que nunca aprendi a fazer...
Até me custa entender
Esse flagelo do gado
Se a mim sobram pecados
A tropa não deve ter.