Letra de Gineteada no Uruguai - Ademar Silva
Disco A
01
Mar de Lama
02
Meu Santo Antonio
03
Sindicato dos Pelados
04
O Homem do Cantar Triste
05
Amigo de Verdade
06
Chuva de Minha Saudade
07
Saudade do Interior
08
Em Paz com a Vida
09
Peito Vazio
10
Boleia a Perna, Tchê
11
Embuçalado
12
Nos Braços da Chibeira
13
Escravo da Paixão
14
Gineteada no Uruguai
15
Minha Filosofia
16
Balanço do Destino
17
Família Complicada
Gineteada no Uruguai
Eu desde menino não creio em destino
nos pagos sulinos ninguém me alacaia -
gaúcho tropeiro do chão brasileiro
por ser companheiro não tem quem me traia.
É bom que se diga gosto de cantiga,
não gosto de briga, não faço tocaia
por ser afamado, domador do estado,
já fui convidado da terra uruguaia!
com brilho no céu, quebrei o meu chapéu,
pra montevidéu fui marcando raia -
o dia clareava, por lá eu chegava
ver se gineteava uma tal égua baia.
a bicha ligeira era fazendeira
a filha primeira do tal pedro maia
foi gente de grosa ver tirar a prosa,
da égua famosa da terra uruguaia!
montei sem temer, ouvi o povo dizer
hoje eu quero ver se o peão não desmaia
pro ar eu subia e uma voz se ouvia,
que pra mim dizia: - gaúcho não caia.
a égua domei e depois apeei
pro povo gritei, sem medo de vaia
não quero quem pense que fama me vence
eu sou rio grandense, platéia uruguaia!
mesmo no cansaço, com desembaraço,
recebi um abraço da dona da baia
tão linda, tão bela, pedi o nome dela
voz doce singela, respondeu: - zoráia!
me fez a proposta e eu dei a resposta
quem é que não gosta de um rabo de saia
hoje me compreenda, sou dono da prenda
fiquei com a fazenda e china uruguaia!
nos pagos sulinos ninguém me alacaia -
gaúcho tropeiro do chão brasileiro
por ser companheiro não tem quem me traia.
É bom que se diga gosto de cantiga,
não gosto de briga, não faço tocaia
por ser afamado, domador do estado,
já fui convidado da terra uruguaia!
com brilho no céu, quebrei o meu chapéu,
pra montevidéu fui marcando raia -
o dia clareava, por lá eu chegava
ver se gineteava uma tal égua baia.
a bicha ligeira era fazendeira
a filha primeira do tal pedro maia
foi gente de grosa ver tirar a prosa,
da égua famosa da terra uruguaia!
montei sem temer, ouvi o povo dizer
hoje eu quero ver se o peão não desmaia
pro ar eu subia e uma voz se ouvia,
que pra mim dizia: - gaúcho não caia.
a égua domei e depois apeei
pro povo gritei, sem medo de vaia
não quero quem pense que fama me vence
eu sou rio grandense, platéia uruguaia!
mesmo no cansaço, com desembaraço,
recebi um abraço da dona da baia
tão linda, tão bela, pedi o nome dela
voz doce singela, respondeu: - zoráia!
me fez a proposta e eu dei a resposta
quem é que não gosta de um rabo de saia
hoje me compreenda, sou dono da prenda
fiquei com a fazenda e china uruguaia!