Letra de De Igual Pra Igual - João de Almeida Neto

De Igual Pra Igual

Para mostrar que sou taura, mescla de bugre povoeiro;
Trago estampado na cara este jeito missioneiro
Por ter nascido cigarra eu canto agosto e janeiro
Pois pra quem toca guitarra não falta pão nem braseiro.

Não vejo desigualdade, pra mim não tem maioral
Pois onde o povo me aplaude canto de igual pra igual.

Não maior que os pequenos, nem menor que os grandes
Eu sou assim mais ou menos em qualquer lugar que ande
Conservo o mesmo critério para o humilde e para o nobre
Mas se me tiram do serio não tem quem me dobre.

A força ninguém me dobre, foi deus quem me fez assim
Pois quando o mundo me cobre pago tim-por-tim
Se a vida numa manobra passa por cima de mim
É do pedaço que sobra que eu recomeço do fim.
Expressões Regionais nesta letra

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