Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Se Guasqueando Pra os Dois Lados

Volmir Dutra e Grupo Criado em Galpão · De Campo e de Mato

Capa de De Campo e de Mato
Volmir Dutra e Grupo Criado em Galpão

Se Guasqueando Pra os Dois Lados

De Campo e de Mato · 2005
Apertei o nó do lenço Me arremanguei até o joelho Ajeitei bem a melena Depois me olhei no espelho. Entrei prá dentro da sala Cheia de prenda lindaça E uma acordeona roncava Entre a poeira e a fumaça. Gritava o dono do rancho "dê - lhe boca no teclado" Com o chapéu sobre a nuca E um pala velho atirado. O salão ferveu de gente Se guasqueando pros dois lados Todo mundo corcoveando Que nem chibo empanturrado. O gaiteiro era dos buenos E acalcava o vaneirão Eu sai marcando passo Bem no meio do salão. Com uma chinoca nova Uma beleza de figura Que até parece que tinha Uma mola na cintura. O fandango pegou fogo E a gente não se governa Eu sai com aquela china Se acavalando em minha perna. Aqueles cabelos negros Chegavam me dar laçaço Quase igual a um pano preto Se estendendo no meu braço. O salão ficou pequeno Sobre o piso ressequido E eu conversava com a prenda Cochichando no ouvido. Mas que chinoca lindaça Oigalê potranca louca Me chama de meu cusquinho E me cospe no céu da boca. Quando o sol meteu a cara Montei ligeiro num upa Quando o sol meteu a cara Montei ligeiro num upa Sai assoviando fachudo Com uma estrela na garupa. Quando o sol meteu a cara Montei ligeiro num upa.
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