Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

O Silêncio e a Campereada

Ricardo Comasseto · Genuíno

Capa de Genuíno
Ricardo Comasseto

O Silêncio e a Campereada

Genuíno · 2017
Letra: Sérgio Carvalho Pereira Recorro o campo sozinho Nem carculo' há quanto tempo Quando em quando um assoviozinho Se vai perdido no vento Quietude nestas jornadas E a alma não se machuca As vozes das invernadas Sem silêncio, não se escuta O arroio canta pra pedra Pra noite, o grilo nochero O arado fala com a verga E a estrela, com o caborteiro Campo tem voz de porteira De retoço da manada Tem vento que chama poeira E o mormaço à manga d’água Chuva no poncho da sanga Rufar de pala de seda Canta o Sabiá pra pitanga E o angico, pra labareda É lindo o ranger do arreio No escurão da noite cega E o vento, sul de floreios No encordoado das macegas E o vento, sul de floreios No encordoado das macegas Quieto, cruzando o potreiro Quando a manhã se perfila Passo escutando o barreiro Saudando um rancho de argila Guabiju, Ariticum Range o rodado e se foi A voz do homem comum É o tempo chamando o boi Tropel em várzea encharcada Mareta beijando a taipa Na aragem da madrugada Cruza um sussurro de gaita "Com esse assovio antigo E os cascos sonando o pasto Meu mundo fala comigo Pelos fundões d'onde eu passo Não pense que eu sou sozinho Que são triste' os dias meus Ouço juras e carinhos Desses campos de meu Deus" Recorro os campos solito Nem carculo' há quanto tempo Quando em quando um assoviozito Se vai perdido no vento Quietude nestas jornadas E a alma não se machuca As vozes das invernadas Sem silêncio, não se escuta As vozes das invernadas Sem silêncio, não se escuta
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