Letra de Tordilho Negro - Os Serranos
Disco A
01
Abertura
02
Donos do Palco
03
Canção ao Mundo Novo
04
Os 18 do Ambrósio
05
Baita Macho
06
Ginete de Fronteira
07
Poncho Molhado
08
Seleção de Bugios (Resto de Baile/Bugio da Fronteira/Bugio Novo/Bugio dos Bailes)
09
Tio Mederico
10
Nossa Vanera
11
Pescador y Guitarrero
12
Andança Serrana
13
Pelos
14
Casereando
15
Abre o Fole Tio Bilia
16
Aos Amigos Serranos
17
Serrano Cantor
18
Tordilho Negro
19
Criado em Galpão
20
Quando Sopra o Minuano
Tordilho Negro
Correu notícia de um gaúcho lá na estância do paredão
Tinha um cavalo tordilho negro foi mal domado ficou redomão
Esse gaúcho dono do pingo desafiava qualquer peão
Dava o tordilho negro de presente pra quem montasse sem cair no chão
Eu fui criado na lida de campo não acredito em assombração
Fui na estância topar o desafio correu boato na população
Era um domingo clareava o dia puxei o pingo e o povo reuniu
Joguei os trastes no lombo do taura murchou a orelha tive um arrepio
Botei a ponta da bota no estribo algum gaiato por perto sorriu
Ainda disseram comigo eram oito que boleou a perna montou e caiu
Saltei do lombo e gritei pro povo este será o último desafio
Tordilho negro berrava na espora por vinte horas ninguém mais nos viu
Mais de uma légua o pingo corcoveou manchou de sangue a espora prateada
Anoiteceu o povo pelo campo procurando o morto pela invernada
Compraram vela fizeram o caixão a minha alma estava encomendada
A meia noite mais de mil pessoas deixaram da busca desacorçoadas
Dali a pouco ouviram o tropel olharam o campo noite enluarada
Eu vinha vindo no tordilho negro feliz saboreando a marcha troteada
Boleei a perna na frente do povo deixei a rédea arrastar no capim
Banhado em suor o tordilho negro ficou pastando ao redor de mim
Tinha uma prenda no meio do povo muito gaúcha eu falei assim
Venha provar a marcha do tordilho faça o favor monte no selim
Andou no pingo mais de meia hora deu me uma rosa lá do seu jardim
Levei pra casa meu tordilho negro é mais uma história que chega no fim
Tinha um cavalo tordilho negro foi mal domado ficou redomão
Esse gaúcho dono do pingo desafiava qualquer peão
Dava o tordilho negro de presente pra quem montasse sem cair no chão
Eu fui criado na lida de campo não acredito em assombração
Fui na estância topar o desafio correu boato na população
Era um domingo clareava o dia puxei o pingo e o povo reuniu
Joguei os trastes no lombo do taura murchou a orelha tive um arrepio
Botei a ponta da bota no estribo algum gaiato por perto sorriu
Ainda disseram comigo eram oito que boleou a perna montou e caiu
Saltei do lombo e gritei pro povo este será o último desafio
Tordilho negro berrava na espora por vinte horas ninguém mais nos viu
Mais de uma légua o pingo corcoveou manchou de sangue a espora prateada
Anoiteceu o povo pelo campo procurando o morto pela invernada
Compraram vela fizeram o caixão a minha alma estava encomendada
A meia noite mais de mil pessoas deixaram da busca desacorçoadas
Dali a pouco ouviram o tropel olharam o campo noite enluarada
Eu vinha vindo no tordilho negro feliz saboreando a marcha troteada
Boleei a perna na frente do povo deixei a rédea arrastar no capim
Banhado em suor o tordilho negro ficou pastando ao redor de mim
Tinha uma prenda no meio do povo muito gaúcha eu falei assim
Venha provar a marcha do tordilho faça o favor monte no selim
Andou no pingo mais de meia hora deu me uma rosa lá do seu jardim
Levei pra casa meu tordilho negro é mais uma história que chega no fim