Letra de Um Vistaço na Tropa - Shana Muller
Disco A
01
Canto de Interior
02
Chama-me
03
Moço, Irmão, Companheiro e Paisano
04
Ainda Bate um Coração
05
No Fio da Milonga
06
Outra Campereada
07
Um Vistaço na Tropa
08
Ñangapiri
09
Flor de Ir Embora
10
Oração do Pescador
11
Pra Matar a Saudade
12
Xote do Tempo Bom
13
El Alma Vuela
14
Como Una Estrella Del Sur
15
Piazito Carreteiro
16
Velas Prá Todos os Santos
17
Abre Essa Gaita
Um Vistaço na Tropa
Botei um vistaço na tropa em reponte
Bombeei o horizonte de um verso campeiro
O gado tranqueando o Rio Grande no passo
No casco o compasso do gateado-oveiro
A manga de chuva ponteou na divisa
Silueta de um poncho, se abriu sobre a anca
E lá como eu, uma garça solita
Figura no céu uma cruz de asas brancas
Eu trago uma pátria no par das esporas
Templada de estrelas colhidas no sul
E outra rangindo por sobre a carona
Firmando o sustento de um bom paysandú
Com léguas de estrada no apoio do gado
O tempo bem sabe que eu tenho fronteiras
E os ventos guapeiam no meu campomar
Galpão que é meu poncho, sem cor de bandeira
Até a estampa encardida da tarde
Ganhou olhos de maio e cismou a empeçar
Pois se agranda a vontade de pasto pra tropa
De mate, cambona e desencilhar
Avisto a estância nas léguas que faltam
Imagino o angico campeando nas brasas
Fogueando a saudade com a paz do galpão
E a alma da gente, se sente nas casas
( )
Eu trago uma pátria no par das esporas.
Bombeei o horizonte de um verso campeiro
O gado tranqueando o Rio Grande no passo
No casco o compasso do gateado-oveiro
A manga de chuva ponteou na divisa
Silueta de um poncho, se abriu sobre a anca
E lá como eu, uma garça solita
Figura no céu uma cruz de asas brancas
Eu trago uma pátria no par das esporas
Templada de estrelas colhidas no sul
E outra rangindo por sobre a carona
Firmando o sustento de um bom paysandú
Com léguas de estrada no apoio do gado
O tempo bem sabe que eu tenho fronteiras
E os ventos guapeiam no meu campomar
Galpão que é meu poncho, sem cor de bandeira
Até a estampa encardida da tarde
Ganhou olhos de maio e cismou a empeçar
Pois se agranda a vontade de pasto pra tropa
De mate, cambona e desencilhar
Avisto a estância nas léguas que faltam
Imagino o angico campeando nas brasas
Fogueando a saudade com a paz do galpão
E a alma da gente, se sente nas casas
( )
Eu trago uma pátria no par das esporas.