Letra de Cantador de Campanha - Grupo Candieiro
Disco A
01
Pra Galera do Bailão
02
Cantador de Campanha
03
Toma Toma
04
Lida e Saudade
05
Seu Retrato
06
Me Engatei na Neguinha
07
Leão da Noite
08
Dou a Vida Por um Beijo
09
Bailanta do Fundão
10
Do Nada
11
De Montão
12
Ninguém Merece
13
Mulher Cheirosa
14
Pela Estrada
15
No Son Palabritas
16
Doidão Por Você
Cantador de Campanha
Meu trabalho é de peão campeiro
Conforme diz meu documento
Sigo sem afrouxar nenhum tento
De campanha, crioulo e fronteiro
Mas eu trago outro ofício no mundo
Que esses fundos já sabem qual é
Canto baile nos ranchos de campo
Do retiro a azevedo sodré
Bendição que eu carrego comigo
Ser um peão cantador de campanha
Com o gaiteiro eu me entendo por sanha
Pra pobreza eu até já nem ligo
Me chamaram pra sábado agora
Cantar um baile na costa do areal
Eu não tenho no bolso um real
Mas eu sou o cantador dessa gente de fora
Chão batido de saibro vermelho
Meia água de quatro por cinco
Vou mirando os buracos do zinco
E cantando ao clarão do cruzeiro
Que faz ano a guria mais nova
Lá do rancho do seu gomercindo
E eu não sei qual o semblante mais lindo
Das três filhas da comadre mosa
A isabel, a canducha e a rosa
Nem te digo qual a mais bonita
Todas três com vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
O amadeus na gaita de botão
E o condonga no violão canhoto
E um zumbido igual gafanhoto
No pandeiro do negro bujão
Duas moças vem do parador
E uma prima de são gabriel
Pode ser que a menina isabel
Faça uns olhos de graça pra este cantador
Se clareia agarremo a estrada
Que a pegada é só segunda feira
Vou cantando mais duas vaneiras
Dessas de iluminar madrugada.
Conforme diz meu documento
Sigo sem afrouxar nenhum tento
De campanha, crioulo e fronteiro
Mas eu trago outro ofício no mundo
Que esses fundos já sabem qual é
Canto baile nos ranchos de campo
Do retiro a azevedo sodré
Bendição que eu carrego comigo
Ser um peão cantador de campanha
Com o gaiteiro eu me entendo por sanha
Pra pobreza eu até já nem ligo
Me chamaram pra sábado agora
Cantar um baile na costa do areal
Eu não tenho no bolso um real
Mas eu sou o cantador dessa gente de fora
Chão batido de saibro vermelho
Meia água de quatro por cinco
Vou mirando os buracos do zinco
E cantando ao clarão do cruzeiro
Que faz ano a guria mais nova
Lá do rancho do seu gomercindo
E eu não sei qual o semblante mais lindo
Das três filhas da comadre mosa
A isabel, a canducha e a rosa
Nem te digo qual a mais bonita
Todas três com vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
O amadeus na gaita de botão
E o condonga no violão canhoto
E um zumbido igual gafanhoto
No pandeiro do negro bujão
Duas moças vem do parador
E uma prima de são gabriel
Pode ser que a menina isabel
Faça uns olhos de graça pra este cantador
Se clareia agarremo a estrada
Que a pegada é só segunda feira
Vou cantando mais duas vaneiras
Dessas de iluminar madrugada.