Letra de O Bico da Bota - Zé Moraes
Zé Moraes
CD 10 Anos 2010
Disco A
01
E Tenho Dito
02
Obrigado, Meu Deus
03
Peleador e Fandangueiro
04
O Pidão
05
Casei Com a Viúva
06
O Bico da Bota
07
Aos Gaiteiros da Minha Terra
08
Vou Te Buscar
09
Quem é Você
10
Cuidado Deus Tá Vendo
11
Eu Ainda Sou Tropeiro
12
Xote da Terceira Idade
13
Parabéns Minha Filha
14
Linda Candoiana
15
A Briguenta
16
A Picape
O Bico da Bota
(Zé Moraes)
Eu vou te contar, parceiro, onde é que eu fui criado
Nasci num fundão de campo, num rincão abagualado
Terra de pinheirais e campos de muito gado
Deus me deu o privilégio, nascer neste chão amado
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Eu amo a minha terra com muita garra e civismo
Os mandamentos de deus aprendi no catecismo
Meu linguajar é campeiro, não me rendo ao modernismo
O que falo eu aprendi no dicionário do xucrismo
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Nas coxilhas do meu pago o vento que sopra as melenas
É o mesmo que balança o cabelo das morenas
Traz o perfume das loiras, das grandona' e das pequenas
Leva e deixa saudade de um olhar que me condena
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Não sou mais do que ninguém, mas também tenho meu valor
Dobro o joelho e digo amém só pra deus, nosso senhor
Sou um poço de bondade, na razão sou peleador
Não vivo de elogios, aceito se sincero for
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Eu vou te contar, parceiro, onde é que eu fui criado
Nasci num fundão de campo, num rincão abagualado
Terra de pinheirais e campos de muito gado
Deus me deu o privilégio, nascer neste chão amado
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Eu amo a minha terra com muita garra e civismo
Os mandamentos de deus aprendi no catecismo
Meu linguajar é campeiro, não me rendo ao modernismo
O que falo eu aprendi no dicionário do xucrismo
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Nas coxilhas do meu pago o vento que sopra as melenas
É o mesmo que balança o cabelo das morenas
Traz o perfume das loiras, das grandona' e das pequenas
Leva e deixa saudade de um olhar que me condena
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota
Não sou mais do que ninguém, mas também tenho meu valor
Dobro o joelho e digo amém só pra deus, nosso senhor
Sou um poço de bondade, na razão sou peleador
Não vivo de elogios, aceito se sincero for
Ando bem firme no arreio, não me derruba lorota
Braço grudado na rédea, no estribo só o bico da bota