Letra de Ginete - Grupo Marcação

Ginete

Nas patas do meu cavalo devoro léguas de chão
Vou gineteando solito este viver redomão
Não trago amarras comigo, bem pouco tenho de meu
Pingos e avios de campeiro, a sina que deus me deu

E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo
Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo
No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos
Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo

Sem pouso certo ou querência, me chamam de rumbiador
Moro onde moram as lidas, manhas de peão domador
Se me castiga o pampeiro, do recavém das missões
Bem digo poncho parceiro, quando me faltam fogões

E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo
Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo
No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos
Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo

E quando antigas saudades amargam meu chimarrão
Ele escova-lhe a guitarra, disfarçando a solidão
Assim debocho do tempo, paleteando o horizonte
Foi engano de quem disse que já me viu em reponte

E vez por outra se ajeita, de corcovear num surungo
Lasqueadito de bolcheiro não me paro de matungo
No repinico da viola, chuleando a porta dos fundos
Lavo a baia no jardeio e não dou bola pra resmungo
Expressões Regionais nesta letra

Mais álbuns de Grupo Marcação

Capa do álbum O Som do Sucesso
CD 2004
Grupo Marcação
O Som do Sucesso
Capa do álbum Comitiva de Solteiros
CD 2007
Grupo Marcação
Comitiva de Solteiros
Capa do álbum Ao Vivo 1
CD 2009
Grupo Marcação
Ao Vivo 1
Capa do álbum 10 Anos - Ao Vivo
CD 2012
Grupo Marcação
10 Anos - Ao Vivo
Capa do álbum Baile Gaúcho
CD 2016
Grupo Marcação
Baile Gaúcho
Capa do álbum Cantando o Rio Grande
CD 2019
Grupo Marcação
Cantando o Rio Grande