Letra de Baile de Mascureba - Daniel Barros
Disco A
01
(Abertura) Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores
02
Meu Tempo
03
Baile de Mascureba
04
Aurora Morena
05
Amarga Saudade (Poema)
06
Prece ao Minuano
07
Eu e Minha Linda
08
Campo Minado
09
São Chico
10
O Magriço
11
Teus Olhos
12
Requebros de Gaita y Guitarra
13
O Canto da Carroíra
14
De Volta
Baile de Mascureba
Eu fui tocar uma vez um baile de raça
A convite de um comparsa
Que me ajudou animado
Sala de chão, pandeiro bem chacoalhado
Junto com o repinicado
Das cordas de um violão...
Negro a bailar, e os brancos na janela
Nem para molhar a guela
Convidavam para entrar
E eu viro a bicho tocando pra mascureba
Eles não te dão trégua
Mas sempre sobra um cambicho...
E o negro aço vinha cheio de estilo
Abanando os fundilho
E a cafusa só no braço
Passou no muque com aquela criatura
Branqueando a dentadura
E a flor que usava no buque...
Pra se mostrar foi bem pra luz do candeeiro
E na frente do gaiteiro começou a maxixar
E a negra ria e grelava os zóio pro canto
E a mãe sentada num banco
Um longo sono dormia...
E o posteiro veio e chamou a atenção
O sarará calçou o garrão
Já foi aquele entreveiro
Não mijo em guampa gritou um desaforado
M e ralo pra qualqu er lado
Pra defender esta estampa
Ele peleou com uns quatro ou cinco a paisano
Veio até os brigadiano
E o taura não se entregou
Deu e apanhou e ficou ali retocando
Despois saiu assoviando
As marcas que ele dançou...
A convite de um comparsa
Que me ajudou animado
Sala de chão, pandeiro bem chacoalhado
Junto com o repinicado
Das cordas de um violão...
Negro a bailar, e os brancos na janela
Nem para molhar a guela
Convidavam para entrar
E eu viro a bicho tocando pra mascureba
Eles não te dão trégua
Mas sempre sobra um cambicho...
E o negro aço vinha cheio de estilo
Abanando os fundilho
E a cafusa só no braço
Passou no muque com aquela criatura
Branqueando a dentadura
E a flor que usava no buque...
Pra se mostrar foi bem pra luz do candeeiro
E na frente do gaiteiro começou a maxixar
E a negra ria e grelava os zóio pro canto
E a mãe sentada num banco
Um longo sono dormia...
E o posteiro veio e chamou a atenção
O sarará calçou o garrão
Já foi aquele entreveiro
Não mijo em guampa gritou um desaforado
M e ralo pra qualqu er lado
Pra defender esta estampa
Ele peleou com uns quatro ou cinco a paisano
Veio até os brigadiano
E o taura não se entregou
Deu e apanhou e ficou ali retocando
Despois saiu assoviando
As marcas que ele dançou...