Letra de Varais de Esperanças - Miro Saldanha

Varais de Esperanças

(Miro Saldanha)

Ontem, o lombo
A crina e o tombo.
Hoje, filhos pra criar.
Mudou o potro,
O tempo é outro
E eu tenho de acompanhar.
É outra doma.
E é nessa soma
Que eu preciso me encaixar.
E os novos rumos
Que o mundo toma
Têm me dado o que pensar.

REFRÃO

Talvez... se a moda não contaminasse olhares,
Coisas vulgares já não fossem tão normais,
Se pais e filhos ocupassem seus lugares...
Talvez os lares não se desfizessem mais.
Talvez se os passos retornassem aos altares,
Tantos pesares não sangrassem nos jornais.
Talvez a infância ressurgisse pras crianças
E as esperanças tremulassem nos varais.
Trago comigo ditado antigo,
Erguido sobre a verdade:
“dentro de casa, estão as asas
De qualquer sociedade”.
Não tem futuro, parede ou muro,
Se a base é comprometida.
E antes da ruína virar a esquina,
Tem de haver uma saída.

REFRÃO

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