Letra de Tapera - Alci Vieira Junior
Disco A
01
Orgulho Gaúcho
02
De Quando o Laço Arrebenta
03
Bailanta Gaúcha
04
O Que Nos Dizem os Olhos
05
Décima de Um Peão de Estância
06
Pra o Meu Sustento - part. Leandro Berlesi
07
Compositor de Cavalos
08
Juntinho Dela
09
Tapera
10
O Avesso dos Aperos
11
A Saudade Num Poema Erudito
12
Sina de Borracho
Tapera
Vertente de água, um matinho nos fundo
casebre por fundo, que os oitões caíram,
parece mentira, meu primeiro lar,
volto a visitar, o meu peito suspira
foi lá que mamãe entregou a papai,
um amor sonhado que tanto esperava
por isso essa dor do peito não sai,
ao ver a tapera que os velhos moravam
naquele matinho na costa da sanga
eu comia pitanga e armava arapuca
ali se escondia nosso boi de canga
mugir no arado ferrão de mutuca
a fonte de água parou de correr
chorei por não ver os meus pés de fruteira
o coqueiro alto que eu comia coco
ainda vi o toco da guaviroveira
mangueira redonda de vara e tronqueira,
cancha de carreira, que o brejo tapou
a aranha velha de busca parteira,
os pés de fruteira que a terra criou
a ramada grande que o papai mateava
os pés de roseira que mamãe plantou
a horta de couve que eu tanto cuidava
e o forno de barro feitio do vovô
me fui nesse trote chasqueiro do tempo
deixei muito longe minha infância pra traz
botei na garupa do meu pensamento
revendo a tapera dos meus velhos pais
o que a terra cria esse tempo transforma
e jamais retorna do jeito que era
no mundo agitado a vida não espera
adeus meu passado, querida tapera
casebre por fundo, que os oitões caíram,
parece mentira, meu primeiro lar,
volto a visitar, o meu peito suspira
foi lá que mamãe entregou a papai,
um amor sonhado que tanto esperava
por isso essa dor do peito não sai,
ao ver a tapera que os velhos moravam
naquele matinho na costa da sanga
eu comia pitanga e armava arapuca
ali se escondia nosso boi de canga
mugir no arado ferrão de mutuca
a fonte de água parou de correr
chorei por não ver os meus pés de fruteira
o coqueiro alto que eu comia coco
ainda vi o toco da guaviroveira
mangueira redonda de vara e tronqueira,
cancha de carreira, que o brejo tapou
a aranha velha de busca parteira,
os pés de fruteira que a terra criou
a ramada grande que o papai mateava
os pés de roseira que mamãe plantou
a horta de couve que eu tanto cuidava
e o forno de barro feitio do vovô
me fui nesse trote chasqueiro do tempo
deixei muito longe minha infância pra traz
botei na garupa do meu pensamento
revendo a tapera dos meus velhos pais
o que a terra cria esse tempo transforma
e jamais retorna do jeito que era
no mundo agitado a vida não espera
adeus meu passado, querida tapera