Letra de Testamento de Peão - Wilson Paim
Disco A
01
Retorno
02
Tchê Coração
03
Paixão Campesina
04
Flor de Corticeira
05
Coração Estradeiro
06
Cidadão
07
Saudade Doída
08
Pelos fogões
09
Um Cantode Amor, Apenas
10
A Rosa e o Beija-flor
11
Testamento de Peão
12
Trem de lata
13
Conselhos
14
Martim Pescador
15
Cantiga do Amor Maior
16
Um pito
17
Extra - Conselho
Testamento de Peão
Meus cabelos tem a cor dos gelos da madrugada
Meus pés que quebraram geadas mau conseguem me apoiar
Sei que deus vai me chamar em seguida pra o seu lado
Vou feliz por ter deixado uma herança partilhar
Não tenho um palmo de terra criação só o cusco amigo
Que talvez siga comigo até a última morada
O rancho a beira da estrada não é meu é do patrão
Os arreios também são na guaiaca fica nada
(quem quiser ser meu herdeiro que siga a sina de peão
Não vai viver com dinheiro mas vai morrer com a razão
Quem quiser ser meu herdeiro que siga a sina de peão
Não vai viver com dinheiro mas vai morrer com a razão)
Mas deixo as marcas das mãos no couro gasto do laço
Deixo a força do meu braço nos arames que espichei
Deixo as cordas que trancei deixo abertos mil caminhos
Deixo o gosto dos carinhos dos lábios de quem amei
Deixo meu sangue no sangue de algum piazito atrevido
Deixo meu suor espremido fertilizando este chão
Deixo a sombra do galpão pra algum andejo cansado
E deixo o açude pra o gado, matar sede no verão
Meus pés que quebraram geadas mau conseguem me apoiar
Sei que deus vai me chamar em seguida pra o seu lado
Vou feliz por ter deixado uma herança partilhar
Não tenho um palmo de terra criação só o cusco amigo
Que talvez siga comigo até a última morada
O rancho a beira da estrada não é meu é do patrão
Os arreios também são na guaiaca fica nada
(quem quiser ser meu herdeiro que siga a sina de peão
Não vai viver com dinheiro mas vai morrer com a razão
Quem quiser ser meu herdeiro que siga a sina de peão
Não vai viver com dinheiro mas vai morrer com a razão)
Mas deixo as marcas das mãos no couro gasto do laço
Deixo a força do meu braço nos arames que espichei
Deixo as cordas que trancei deixo abertos mil caminhos
Deixo o gosto dos carinhos dos lábios de quem amei
Deixo meu sangue no sangue de algum piazito atrevido
Deixo meu suor espremido fertilizando este chão
Deixo a sombra do galpão pra algum andejo cansado
E deixo o açude pra o gado, matar sede no verão