Letra de Ao Trote do Pingo Baio - Mauro Moraes
Disco A
01
Baldas de Campo
02
Metendo Corda
03
Deixa Pra Mim
04
Estampa Antiga
05
Gateado Bragado
06
Retrato Gauchesco
07
Passando o Laço
08
Doble-Chapa
09
Milonga de Compadre
10
Ranchitos
11
Melodia e Charla
12
Milonga de "Levá" Por Diante
13
Pampa e Fronteira
14
Campo Rimado
15
Ao Trote do Pingo Baio
16
Flor de Trevo
Ao Trote do Pingo Baio
O tempo "veio" desaba em chuva, trovão e raio
E ao trote do pingo baio me vou corredor afora.
Até o tinir da espora ia templando no espaço
Quedou-se junto do aço pra noite que me apavora.
Venho de volta, de tropa, duas semanas de estrada
Imagino a prenda amada mateando em frente as "casa".
O coração bate asas querendo saltar na frente
Donde a saudade da gente se reflete em sanga rasa.
Mas pra alma do campeiro o tempo tem dessas manhas
E vez por outra se assanha sem nos mostrar um sentido.
Sempre existe algum motivo pras intempéries da vida
Ao calar mágoas sentidas num peito quase ferido.
Quem sabe um raio guaxo me clareando a noite escura
Seja um candeeiro xirúa a me alumbrar o caminho.
E no rumo do ranchinho meu baio pingo estradeiro
Me leve em trote chasqueiro pra sorver os teus carinhos.
Talvez a chuva que encharca a imensidão do varzedo
Sejam lamentos e mágoas do coração da morena.
Que me aguarda serena bombeando a curva da estrada
Mateando sonhos e mágoas junto à ramada pequena.
E ao trote do pingo baio me vou corredor afora.
Até o tinir da espora ia templando no espaço
Quedou-se junto do aço pra noite que me apavora.
Venho de volta, de tropa, duas semanas de estrada
Imagino a prenda amada mateando em frente as "casa".
O coração bate asas querendo saltar na frente
Donde a saudade da gente se reflete em sanga rasa.
Mas pra alma do campeiro o tempo tem dessas manhas
E vez por outra se assanha sem nos mostrar um sentido.
Sempre existe algum motivo pras intempéries da vida
Ao calar mágoas sentidas num peito quase ferido.
Quem sabe um raio guaxo me clareando a noite escura
Seja um candeeiro xirúa a me alumbrar o caminho.
E no rumo do ranchinho meu baio pingo estradeiro
Me leve em trote chasqueiro pra sorver os teus carinhos.
Talvez a chuva que encharca a imensidão do varzedo
Sejam lamentos e mágoas do coração da morena.
Que me aguarda serena bombeando a curva da estrada
Mateando sonhos e mágoas junto à ramada pequena.