Letra de Ronda de Tropa - Jorge Freitas

Ronda de Tropa

Chapéu grande desabado
e um poncho carnal vermelho
um corredor desparelho
e um redemuinho de guampas
zebu cruzado com pampa
vaca de cria e falhada
tropa estendida na estrada
e o próprio pago na estampa

vou no fiador meu patrício
taureando com essa coplita
que se desata solita
rodando sobre o gircal
parece um baile bagual
no tilintar das chinelas
lembro daquela morena
me acenando no portal

vamos reunir o pessoal
que hoje a noite é de ronda
cantar o gado bagual
antes que a lua se esconda
era, era, era boi!
era boi, era boiada!
esse meu verso campeiro
É pra abraçar os tropeiros
que ainda vivem na estrada

são três semanas de tropa
de santana ao itaqui
de ponteiro o velho ari
negro guapo e changueador
val culatreando o tio flor
capataz desses torenas
que faz dueto das chilenas
nos flecos do tirador

o benício lava a alma
num trago largo de vinho
e um toso de passarinho
ficou bonito no ruano
sobre o basto castelhano
levo a ânsia galponeira
de tropear a vida inteira
os seus próprios desenganos.

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