Letra de Meu Pedido - Moraezinho
Disco A
01
Dor de Guampa
02
O Guasca e o Gay
03
Choro Sim
04
Vitamina da Terceira Idade
05
Sou Pequeno mas Cutuco
06
Osso Duro de Roer
07
Xote da Paixão
08
Não me Abraça que a Mamãe não Quer
09
Com as Pilhas Carregadas
10
Rei Caminhoneiro
11
Trovador que Canta
12
Meu Pedido
13
Sonho Esquerdo
14
Imagem Gaúcha
Meu Pedido
Eu vou fazer um pedido pra um dia quando eu morrer
Pra morar no campo santo, lá não magoa e nem dor
As minhas pilchas gaúchas, nas quais tenho tanto amor
Não é pra dar nem vender, porque não vão dar valor
Amigos quero que entendam
Que não é historia de lenda, nem conto de historiador.
Bota, bombacha e guaiaca, o chapéu, lenço e o pala
As minhas pilchas gaúchas foram meus trajes de gala;
Se eu não fizer um museu guardem num canto da sala
São coisa que pertenceu a um velho peão que se cala
Trinta e oito, cheira e faca
Bomba de ouro e alpaca e a cuia dentro da mala.
Quando eu morrer sei que volto ser terra no cemitério
Minha ir pra o céu, tudo isso é um mistério
Lá talvez seja mais peão pra o patrão buenacho e serio
Pra entrar no paraíso eu não sei qual é o critério
Minha intenção vem de berço
Quero trova em vez de terço pra alma deste gaudério.
Esse pedido que eu fiz a família compreendeu
Que depois que eu morrer atenda o pedido meu;
Mostre minhas pilchas pros netos do vovô que já morreu
E a chinoca companheira que pra mim sempre viveu
Do rancho foi a rainha
Se ela se sentir sozinha arranje um mais taura que eu.
Pra morar no campo santo, lá não magoa e nem dor
As minhas pilchas gaúchas, nas quais tenho tanto amor
Não é pra dar nem vender, porque não vão dar valor
Amigos quero que entendam
Que não é historia de lenda, nem conto de historiador.
Bota, bombacha e guaiaca, o chapéu, lenço e o pala
As minhas pilchas gaúchas foram meus trajes de gala;
Se eu não fizer um museu guardem num canto da sala
São coisa que pertenceu a um velho peão que se cala
Trinta e oito, cheira e faca
Bomba de ouro e alpaca e a cuia dentro da mala.
Quando eu morrer sei que volto ser terra no cemitério
Minha ir pra o céu, tudo isso é um mistério
Lá talvez seja mais peão pra o patrão buenacho e serio
Pra entrar no paraíso eu não sei qual é o critério
Minha intenção vem de berço
Quero trova em vez de terço pra alma deste gaudério.
Esse pedido que eu fiz a família compreendeu
Que depois que eu morrer atenda o pedido meu;
Mostre minhas pilchas pros netos do vovô que já morreu
E a chinoca companheira que pra mim sempre viveu
Do rancho foi a rainha
Se ela se sentir sozinha arranje um mais taura que eu.