Letra de Um Canto Meu - Miro Saldanha

Um Canto Meu

Encilhei o baio, ruminando a soma;
Pra sobrar uns trocos do que eu recebi;
Terminei a lida, entreguei a doma;
Já não tenho nada pra fazer aqui.

Quando a vida cobra, não nos dá recibo;
Quem não tem raízes tem mais que partir;
Pisoteando a alma com o pé do estribo
E o peito sangrando não querendo ir.

REFRÃO
Quem sepulta os sonhos, paleteando a vida,
Vai abrir feridas para a solidão;
Se não se dá conta quando amadurece,
Um dia, envelhece de freio na mão.

Quem cansou cavalos cuidando do alheio,
Nem mesmo o arreio não sabe se é seu;
Acho que chegou a hora da virada;
Já cansei de estrada, quero um canto meu!

Tem algo diferente, na manhã de maio;
Nem a liberdade não me satisfaz!
Fico disfarçando, ajeitando o baio;
E o olhar da moça me tirando a paz.

Como a terra se abre, quando o arado lavra,
Dizem que um olhar nos abre o coração;
É quando a luz dos olhos diz mais que a palavra
E o calor da pele, bem mais que a razão.

REFRÃO (bis últimas duas linhas)
.......

Mais álbuns de Miro Saldanha

Capa do álbum Algo Estranho
CD 2004
Miro Saldanha
Algo Estranho
Capa do álbum O Rastro e a Poeira
CD 2009
Miro Saldanha
O Rastro e a Poeira
Capa do álbum Pedaços
CD 2011
Miro Saldanha
Pedaços
Capa do álbum Varais de Esperanças
CD 2017
Miro Saldanha
Varais de Esperanças
Capa do álbum Mescla Latina
CD 2013
Miro Saldanha
Mescla Latina
Capa do álbum Paixão de Violeiro
CD 1998
Miro Saldanha
Paixão de Violeiro