Letra de Domando - Luiz Marenco - João Fontoura
Disco A
01
Romance do Campeador - Joca Martins
02
Cavacos do Ofício - Luis Marenco
03
De Cacho Atado - Roberto Luçardo
04
Raízes do Tempo Antigo - João Fontoura
05
Saciando Sede de Paz - Fabiano Bacchieri
06
No Interior do Meu Canto - Robledo Martins
07
Meus Horizontes - Valdir Verona
08
Domador - Lorezoni Barbosa
09
Apenas Um Poema Por Ti - João Fontoura
10
Alma de Pedra - Grupo Rimas e Cordas
11
Romance de Estrada Longa - João Fontoura
12
Por Um Canto Triste - Roberto Luçardo
13
Caminhantes - Robledo Martins/Ênio Capincho
14
Domando - Luiz Marenco
Domando - Luiz Marenco
Fui benzido nessa lida,
De fletes campo e mangueira,
Onde nasceram as tronqueiras
Do ganão do meu Estado.
Por Pajé fui batizado,
Contra rodada e feitiço,
Talvez seja por isso,
Não me enredo, nem me enleio
De espora, chapéu e reio,
Sou meu Rio Grande machaço.
Lacem no mais o picaço,
O zaino, o mouro ou o rosilho,
Que pra me sacar do lombilho,
Só que a terra vá pra cima,
E o céu vire pra baixo.
Deixa pra mim Salustiano essa bolada,
Que a mim, me agrada um bocudo sem sossego.
Basto pelado não precisa de pelego,
Se corcovear de espora leva um rechego.
Eu fui criado na estância do Posto Belo,
Domando potro do coronio amarelo
Crina trançada pelos ventos e morcegos.
Sento a maneia e o beiçudo tá no chão.
Não tem perdão lidando com esses malvados,
Pois, aporreado não se alisa, nem se anima
É que nem china, tem que lidar com cuidado,
Corpo de gato, olhar atento e bem ligeiro,
Por que esse bicho é demoneado e traiçoeiro.
Forma algazarra da peonada na mangueira.
Pura tronqueira, palanqueando essa querência
Sou ginetaço e domador por excelência,
Quero a bolada pra que larguem campo afora
E quando o infame se esconder embaixo do basto,
E corcovear, cheirando a língua no pasto,
Que me proteja, São Jorge e Nossa Senhora.
É lida bruta, porém, de mesto valor.
Um domador que se garanta, não se entrega.
Não dá em macega, um índio guapo e ligeiro.
Quando a cavalo um tigre numa porteira
Que tire balda, de matungo mal domado
E que no pingo seja índio desdobrado
Eu só conheço lá pras banda da fronteira.
De fletes campo e mangueira,
Onde nasceram as tronqueiras
Do ganão do meu Estado.
Por Pajé fui batizado,
Contra rodada e feitiço,
Talvez seja por isso,
Não me enredo, nem me enleio
De espora, chapéu e reio,
Sou meu Rio Grande machaço.
Lacem no mais o picaço,
O zaino, o mouro ou o rosilho,
Que pra me sacar do lombilho,
Só que a terra vá pra cima,
E o céu vire pra baixo.
Deixa pra mim Salustiano essa bolada,
Que a mim, me agrada um bocudo sem sossego.
Basto pelado não precisa de pelego,
Se corcovear de espora leva um rechego.
Eu fui criado na estância do Posto Belo,
Domando potro do coronio amarelo
Crina trançada pelos ventos e morcegos.
Sento a maneia e o beiçudo tá no chão.
Não tem perdão lidando com esses malvados,
Pois, aporreado não se alisa, nem se anima
É que nem china, tem que lidar com cuidado,
Corpo de gato, olhar atento e bem ligeiro,
Por que esse bicho é demoneado e traiçoeiro.
Forma algazarra da peonada na mangueira.
Pura tronqueira, palanqueando essa querência
Sou ginetaço e domador por excelência,
Quero a bolada pra que larguem campo afora
E quando o infame se esconder embaixo do basto,
E corcovear, cheirando a língua no pasto,
Que me proteja, São Jorge e Nossa Senhora.
É lida bruta, porém, de mesto valor.
Um domador que se garanta, não se entrega.
Não dá em macega, um índio guapo e ligeiro.
Quando a cavalo um tigre numa porteira
Que tire balda, de matungo mal domado
E que no pingo seja índio desdobrado
Eu só conheço lá pras banda da fronteira.