Letra de Carinho Bagual - Iedo Silva

Carinho Bagual

Fiquei mateando solito, meu rancho quase tapera
A chinoca foi embora e eu tenteando numa espera
Ouvi uma voz me chamando e um rangido de cancela
Espiei pela janela, era ela, era ela!

Abri a porta do rancho pra um abraço bem chinchado
Quase com muito obrigado, foi bom você ter chegado
Me falou arrependida: - no povoeiro me dei mal
Faltou erva pro meu mate e teu carinho bagual.

Preparei uma chimarrão à capricho pra nós dois
Prosa vai, prosa vem e a desculpa entre nós dois
Tu trocou o nosso rancho pelo luxo da cidade
Eu sofri barbaridade, de saudade, de saudade!

Até mesmo o pangaré que andava da cara feia
Coma tua chegada mulher, bate palmas com as orelhas -
Me falou arrependida: - no povoeiro me dei mal
Faltou erva pro meu mate e teu carinho bagual.

Tu nasceu pra ser chinoca, eu nasci pra ser xirú,
Não pode viver sem eu e eu não sei viver sem tu -
Nós nascemos um pro outro para o que der e vier
Não te bobeia mulher, por que eu sei que tu me quer.

O nosso rancho é pequeno mas cabe bem tu e eu
Vamos deixar de lado ainda, tu é minha e eu sou teu,
Ou bem ou mal, ou mal ou bem; ou mal ou bem ou bem ou mal
Tu já tem erva pro teu mate e o meu carinho bagual.
Expressões Regionais nesta letra

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