Letra de O Gaudério - Sidnei Lima
Lado A
01
O Fincão
02
Mais um Galo Que Canta
03
Ela Deu Tudo
04
Ternura dos Teus Olhos
05
Meu Velho
06
Festa da Cenoura
07
Amor da Minha Vida
08
Nunca aos Domingos
09
Mata o Véio
10
Falso Orgulho
11
Bailando na Fronteira
12
Mulher da Minha Vida
13
Viajando Sem Amor
14
Que Coisa Linda
15
Secreto Amor
16
O Gaudério
17
Eu Nunca Vou te Esquecer
18
Chamarrita Faceira
19
Casinha Branca
20
Lamento de um Bugre
O Gaudério
Eu sou o naco de fumo girando no fio da faca
Sou o poncho, fui barraca, para maragato e chimango
Sou branco, ruivo ou mulato, duas misturas de raça
Sou o gosto da cachaça num trago bueno de fato
Sou um desses gaudérios de alguma alma penada
Sou passa tempo da indiada nos rodeios de domingo
Sou peão igual ao pingo e ao meio risco da vida
Que apostam a própria vida , tu me derruba, eu em vingo.
Sou o tinir da roseta que esporeando o redomão
Sou o mangueiro, sou o galpão, casa grande de fazenda
Sou o vestido da prenda da donzela mais prendada
Sou o “s” de alguma adaga nos entreveros de venda.
Sou afinação de viola nos dedo do tocador
Sou a alma do pajador junto ao calor do tição
Sou a cuia de chimarrão beijando lábios a fora
Sou o vermelho as aurora clareando no meu rincão.
Sou o rio grande do sul da peleia e da coxilha
Sou o soldado farroupilha que nunca teve quartel
Sou ruínas de são miguel, redenção de tiaraju
Sou o choro do pé de umbu pra alguma china qualquer.
Sou a vertente da rocha da água meia azulada
Sou a marca no pó da estrada de uma carreta chorona
Sou teclado de cordeona, sou passo de chimarrita
Sou par da prenda bonita numa vanera marcada.
Sou poeta, sou o vento, sou a lenda que persiste
Sou o homem que canta triste , sou o choro do pantanal
Sou o relincho do bagual, sou o guardião quero-quero
Eu fui talhado em pau ferro pra ser historia imortal.
Sou o poncho, fui barraca, para maragato e chimango
Sou branco, ruivo ou mulato, duas misturas de raça
Sou o gosto da cachaça num trago bueno de fato
Sou um desses gaudérios de alguma alma penada
Sou passa tempo da indiada nos rodeios de domingo
Sou peão igual ao pingo e ao meio risco da vida
Que apostam a própria vida , tu me derruba, eu em vingo.
Sou o tinir da roseta que esporeando o redomão
Sou o mangueiro, sou o galpão, casa grande de fazenda
Sou o vestido da prenda da donzela mais prendada
Sou o “s” de alguma adaga nos entreveros de venda.
Sou afinação de viola nos dedo do tocador
Sou a alma do pajador junto ao calor do tição
Sou a cuia de chimarrão beijando lábios a fora
Sou o vermelho as aurora clareando no meu rincão.
Sou o rio grande do sul da peleia e da coxilha
Sou o soldado farroupilha que nunca teve quartel
Sou ruínas de são miguel, redenção de tiaraju
Sou o choro do pé de umbu pra alguma china qualquer.
Sou a vertente da rocha da água meia azulada
Sou a marca no pó da estrada de uma carreta chorona
Sou teclado de cordeona, sou passo de chimarrita
Sou par da prenda bonita numa vanera marcada.
Sou poeta, sou o vento, sou a lenda que persiste
Sou o homem que canta triste , sou o choro do pantanal
Sou o relincho do bagual, sou o guardião quero-quero
Eu fui talhado em pau ferro pra ser historia imortal.