Letra de Lampana - Ênio Medeiros
Disco A
01
Rodeio de Marca Grande
02
Lampana
03
Os Tres Bugios
04
Luana
05
Caseriando
06
Pescadores de Sonhos
07
Bailarina Tostada
08
Eu Sou Gaúcho
09
Tributo Ao Payador Missioneiro
10
Milonga de Galpão
11
Domador Louco
12
Romance de Vida e Lida de um Posteiro
13
Lá no Porto dos Cavalos
14
Payando Uruguaiana
15
Negro Medeiros
Lampana
A intempérie quem vem da banda oriental
"se dando" volta arrepia o firmamento
Pois o inverno que mete a cara e se ajeita
Trás seus anseios no contraponto dos ventos.
Esta lâmpana eu pede boca e se "agranda"
Virando o pêlo do "egüedo" da manada
É a promessa de que o tempo será "malo"
"templando" enchentes e aragem fira das geadas.
Mais uma vez os ranchos pobres da fronteira
Serão trincheiras dos índios de sangue quente
Por que o inverno desta vez será bagual
E os "poquitos" vai castigando está gente.
Sorte paisano pois não falta um fogo grande
Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros
Quem acolhera corpo, alma as labaredas
Sabe que o fri jamais entangui um fronteiro.
Então mateio num rancho que fiz pra dois
Pena que tantos não tem a mesma sorte
Porque o destino é uma tormenta mui braba
Que aquebranta quem não tem um corpo forte.
Mas menos mal que a primavera é uma esperança
Do índio quebra que a vida surra na calma
Se o sol é um poncho que aquenta carne e osso
O frio do inverno não logra o calor da alma.
"se dando" volta arrepia o firmamento
Pois o inverno que mete a cara e se ajeita
Trás seus anseios no contraponto dos ventos.
Esta lâmpana eu pede boca e se "agranda"
Virando o pêlo do "egüedo" da manada
É a promessa de que o tempo será "malo"
"templando" enchentes e aragem fira das geadas.
Mais uma vez os ranchos pobres da fronteira
Serão trincheiras dos índios de sangue quente
Por que o inverno desta vez será bagual
E os "poquitos" vai castigando está gente.
Sorte paisano pois não falta um fogo grande
Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros
Quem acolhera corpo, alma as labaredas
Sabe que o fri jamais entangui um fronteiro.
Então mateio num rancho que fiz pra dois
Pena que tantos não tem a mesma sorte
Porque o destino é uma tormenta mui braba
Que aquebranta quem não tem um corpo forte.
Mas menos mal que a primavera é uma esperança
Do índio quebra que a vida surra na calma
Se o sol é um poncho que aquenta carne e osso
O frio do inverno não logra o calor da alma.