Letra de Fim De Semana Com Chuva (rogério Ramos/ Wilson Paim) - Wilson Paim
Wilson Paim
CD Nativismo 2014
Disco A
01
Enquanto Houver Um Gaúcho (Rogério Ramos/ Wilson Paim) Participação Especial: Ivan Vargas
02
Fim De Semana Com Chuva (rogério Ramos/ Wilson Paim)
03
Velho Rio Grande (rogério Ramos/ Wilson Paim)
04
Isso é Felicidade (giovani Kuball/ Wilson Paim)
05
Medo De Amar (otávio Reichert/ Wilson Paim)
06
Ele é De Todos Nós (giovani Kuball/ Wilson Paim)
07
Nos Campos Do Patrão Velho (daniel Pio/ Wilson Paim)
08
Meu Jeito De Matar Saudade (Luciano Delgado/ Wilson Paim)
09
Entre Flores E Espinhos (vilmar Pudell/ Wilson Paim)
10
Corina Portugal (wilson Paim/ Wilson Paim Filho)
11
Pessoas Nunca Mudam (gian Leote Kuball/wilson Paim)
12
Tributo a Horácio Lima (Wilson Paim/ Wilson Paim Filho)
Fim De Semana Com Chuva (rogério Ramos/ Wilson Paim)
Fim de semana com chuva
rogério ramos/ wilson paim
vou “dá” uma olhada no tempo pra ver se a chuva amansou
pois anda o meu pensamento no fundo de um corredor
vai se achegando à porteira com ganas que eu bem queria
e as léguas que eu venceria pra rever o meu amor
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
porque a paixão recrudesce e aperta o coração
me repreendo, me inquieto e me paro incomodado.
um liberto, enclausurado, prisioneiro no galpão
mirei ao longe o horizonte. vai demorar a estiada.
fez tempo bom até ontem quando a festa foi marcada
pra um campeiro é tradição tiro de laço ou rodeio
e até quem ia a passeio desistiu da empreitada
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
porque o índio não esquece o anseio do coração
“me repreendo, me inquieto”. perdi a festa campeira
“me restou a fumaceira”. prisioneiro no galpão
a chuva forte é resmungo. uníssono estado d´alma
que até pra ir a um surungo há que se pensar com calma
a bota, o chapéu encharca e o que o poncho cobria
tem cheiro de montaria e a cor das rédeas nas palmas
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
e o sonho se desvanece, bate triste o coração.
“me repreendo, me inquieto”. restou a noite em milonga.
e a incerteza que assombra um prisioneiro no galpão
até pra passear com a prenda, numa volta pelo povo.
“me distanciar” da fazenda e cevar um mate novo
a chuva faz atrapalho, melhor é ficar em casa.
só o pensamento tem asas, pois daqui não me removo.
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
nem que o taura faça prece pra acalmar o coração
me repreendo, me inquieto. queria matear na praça.
fiquei como tralhas ou traças, prisioneiro no galpão.
rogério ramos/ wilson paim
vou “dá” uma olhada no tempo pra ver se a chuva amansou
pois anda o meu pensamento no fundo de um corredor
vai se achegando à porteira com ganas que eu bem queria
e as léguas que eu venceria pra rever o meu amor
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
porque a paixão recrudesce e aperta o coração
me repreendo, me inquieto e me paro incomodado.
um liberto, enclausurado, prisioneiro no galpão
mirei ao longe o horizonte. vai demorar a estiada.
fez tempo bom até ontem quando a festa foi marcada
pra um campeiro é tradição tiro de laço ou rodeio
e até quem ia a passeio desistiu da empreitada
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
porque o índio não esquece o anseio do coração
“me repreendo, me inquieto”. perdi a festa campeira
“me restou a fumaceira”. prisioneiro no galpão
a chuva forte é resmungo. uníssono estado d´alma
que até pra ir a um surungo há que se pensar com calma
a bota, o chapéu encharca e o que o poncho cobria
tem cheiro de montaria e a cor das rédeas nas palmas
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
e o sonho se desvanece, bate triste o coração.
“me repreendo, me inquieto”. restou a noite em milonga.
e a incerteza que assombra um prisioneiro no galpão
até pra passear com a prenda, numa volta pelo povo.
“me distanciar” da fazenda e cevar um mate novo
a chuva faz atrapalho, melhor é ficar em casa.
só o pensamento tem asas, pois daqui não me removo.
fim de semana com chuva; te juro, ninguém merece.
nem que o taura faça prece pra acalmar o coração
me repreendo, me inquieto. queria matear na praça.
fiquei como tralhas ou traças, prisioneiro no galpão.