Letra de Cantar Galponeiro - Paulo Fogaça

Cantar Galponeiro

Meu verso é rio de águas claras correndo para o remanso
É igual a um potro manso se andar garboso e faceiro
faz tempo que é meu parceiro pois é meu verso que acalma
as penas da minha alma nas horas de desespero

(o meu cantar galponeiro traz a marca da querência
e aprova de uma existência cevada no mate amargo
e quem aceita o encargo de campeiro cantador
sabe que é fiador da memória do seu pago)

quem não renega as origens é cerno de corunilha
plantado numa coxilha palanque por vocação
esta xucra devoção expressa através do verso
participa do universo sem desgarrar do seu chão

meu verso carrega o timbre do sentimento nativo
e cada rima é um estribo onde se afirma a consciência
e nesta busca de essência meu canto é quase sagrado
porque projeta um legado além da minha existência

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