Letra de No Fundo Da Grota - Ernesto Nunes
Disco A
01
Fundão De Campo
02
Casa de Praia
03
Vai Sabe!
04
Uma Grande Mulher
05
Querencia Bertussi
06
A Espingardinha
07
Troteando A Rancheira
08
No Fundo Da Grota
09
Candidato Sem Voto
10
Amor Pelo Rio Grande
11
A Pistola Do Meu Tio
12
Desabafo De Peão
13
Quebrando A Rotina
14
Meio Bugre, Meio Gringo
15
Reflexão
16
Tô Estressado, Eu Vou Pescar
17
Garanhão Do Rio Grande
18
Baile Na Fazenda
19
Pavio Curto
20
Serrano Pescador
No Fundo Da Grota
Eu nasci pelas mãos de parteira,
Me criei la no fundo da grota
Calejado de andar de tamanco
Fui comprar minha primeira bota...
Na botega do seu Edmundo,
Me custou oito sacos de milho
Eu sai andando mais pachola
Do que égua que tem dois potrinho...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...
Pra escola eu ia de a pé
Atalhando os campos da fazenda
Tem na beira da estrada um cupim
Eu sentava e comia a merenda...
O caminho era o trilho do gado
Que levava eu e os meus colegas
A pezinho de bota e borracha
Levantando o perdiz das mazelas...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...
O meu pai sempre andava pinchado
De bombacha, de bota e espora
Tradição lá do fundo da grota
Só pras lidas de campo lá fora...
As vitrines do nosso país
Hoje expõe esse traje campeiro
Vestimenta que identifica
Nosso povo do sul brasileiro...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...
Me criei la no fundo da grota
Calejado de andar de tamanco
Fui comprar minha primeira bota...
Na botega do seu Edmundo,
Me custou oito sacos de milho
Eu sai andando mais pachola
Do que égua que tem dois potrinho...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...
Pra escola eu ia de a pé
Atalhando os campos da fazenda
Tem na beira da estrada um cupim
Eu sentava e comia a merenda...
O caminho era o trilho do gado
Que levava eu e os meus colegas
A pezinho de bota e borracha
Levantando o perdiz das mazelas...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...
O meu pai sempre andava pinchado
De bombacha, de bota e espora
Tradição lá do fundo da grota
Só pras lidas de campo lá fora...
As vitrines do nosso país
Hoje expõe esse traje campeiro
Vestimenta que identifica
Nosso povo do sul brasileiro...
Ai, ai, ai
Não dispenso a borracha e a bota
Me orgulho em andar cansado
Porque fui criado no fundo da grota...