Letra de Sonhos de Noites Claras - Júlio Saldanha

Sonhos de Noites Claras

Na calmaria do invernos galponeiros
Só o minuano faz seu canto de chegada
E embala sonhos ao redor do rancho triste
Que em vigilha guarda os olhos na estrada

Um mate amargo não esquenta o coração
Pois solidão não é parceira pra matear
Nem mesmo a brasa que arde igual ao sentimento
E a cinza é tempo que fiquei a esperar

Pois a esperança trouxe luz para meu rancho
Um vagalume que guiou teu caminhar
Clareando as noites minhas que eram tão longas
E hoje são nossas e se vão sem nem notar


E hoje eu vivo na alegria e no encanto
Pareceiro dos sonhos que guardei pra vida inteira
Tenho um rancho que se espalha a cada dia
E uma guria que arrumei por companheira
Expressões Regionais nesta letra

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