Letra de Campo Afora - Edilberto Bergamo

Campo Afora

(walther morais/joão sampaio/diego müller)

me fiz ginete no lombo dos aporreados
pois herdeiro sou do finado tiaraju
bicho maleva e veiaco que bate basto
bate o pavor quando enxerga este xiru

eu nasci xucro e trago nas veia´ esta herança
me fiz ginete no lombo dos aporreados
gosto de ver o sangue escorrendo da espora
enquanto o mango vai pegando dos dois lados
já fiz cavalo para três pátrias gaúchas
pois sou herdeiro do finado tiaraju
bicho maleva e veiaco que bate basto
bate o pavor quando enxerga este xiru

me alegra muito a voz de larguem esse guacho
que sai bufando e urrando nas minhas esporas
enquanto o vento assobia no meu chapéu
eu abro o peito gineteando campo afora

faço bocudo endemoniado virar santo
e burro xucro sai arrotando capim
até o cuiúdo da manada que era surdo
ouve meu nome e se ajoelha perto de mim
tenho por sina esse ofício lindo e bruto
trago de canha pelo porte e maneia
porque se o maula encasquetear que ele é mais macho
esbarra no braço de quem doma e gineteia

me alegra muito a voz de larguem esse guacho...

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