Letra de Estiagem - Júlio Saldanha
Disco A
01
Alma de Rio
02
Sem Lugar pra Solidão
03
Um Bom Dia Meu Rio Grande
04
Nessas Águas do Ibicuí
05
O Olhar da Inocência
06
Nessas Águas Desse Rio
07
Sonhos Extraviados
08
Estiagem
09
Lá dos Rincão dos Bocó
10
Canto e Prece a São Miguel
11
Salso Chorão
12
A Primeira Estrela
13
Se Cuidando dos "Home"
Estiagem
Olhando a pampa estendida
Até onde a vista alcança
Torreira triste descansa
Sem pressa de ir embora
Miséria gastando esporas
No pastiçal já gateado
Remoendo a fome meu gado
Aponta os ossos pra fora.
A sanga perdeu as forças
Que nem na ladeira anda
E o Patrão Velho não manda
O Vento Norte que falo
Lamber o pasto já ralo
Que só a chuva renova
Vai a Cheia e vem a Nova
Sem nenhum “rabo de galo”.
O açude rachou a taipa
Numa soleira bagual
No fundo um lodaçal
Minguando a cada dia
- Quem sabe venha de cria!
A negritude do poente
Que alumia a alma da gente
Quando o tempo velho estia.
Mirando a quincha do pampa
No rumo do meu Patrão
Na mudez de uma oração
Que nunca aprendi a fazer...
Até me custa entender
Esse flagelo do gado
Se a mim sobram pecados
A tropa não deve ter.
Até onde a vista alcança
Torreira triste descansa
Sem pressa de ir embora
Miséria gastando esporas
No pastiçal já gateado
Remoendo a fome meu gado
Aponta os ossos pra fora.
A sanga perdeu as forças
Que nem na ladeira anda
E o Patrão Velho não manda
O Vento Norte que falo
Lamber o pasto já ralo
Que só a chuva renova
Vai a Cheia e vem a Nova
Sem nenhum “rabo de galo”.
O açude rachou a taipa
Numa soleira bagual
No fundo um lodaçal
Minguando a cada dia
- Quem sabe venha de cria!
A negritude do poente
Que alumia a alma da gente
Quando o tempo velho estia.
Mirando a quincha do pampa
No rumo do meu Patrão
Na mudez de uma oração
Que nunca aprendi a fazer...
Até me custa entender
Esse flagelo do gado
Se a mim sobram pecados
A tropa não deve ter.