Letra de Raça Baguala - Crioulo dos Pampas
Disco A
01
Tá Louco ou Bebeu Cachaça
02
Recanto da Natureza
03
Dando Que Nem Chuchu
04
Idas e Voltas
05
Meu Negócio é Socadão
06
Com Pena de Mim
07
Raça Baguala
08
Costumes Gaúchos
09
Eu Vou Te Buscar
10
Danças e Domas
11
Sonhando Com a Infância
12
Nego Bom Não Se Mistura
13
Caminhos da Vida
14
Fandangueando Com o Crioulo
Raça Baguala
Peço licensa meu povo, uso de linguagem pura,
Fui criado no interior, e tenho pouca cultura,
Por ser de família pobre, sempre levei vida dura,
Quando eu chego o povo fala, "vejam que raça baguala,
A fina flor da grossura".
Sou grosso por natureza, pouco entendo de finura,
Meu dialeto é campeiro, comigo não tem frescura,
Não compro gato por lebre, corvo por galinha escura,
Pouca coisa não me abala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Canto e toco porque gosto, e o povo não me censura,
Dizem que o grosso está solto e que ninguém mais segura,
Anuncio o novo dia para gerações futuras,
Meu verso na mente estala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Pouco conheco tristeza, males que meu verso cura,
Sei que tenho meus defeitos, mas não sou má criatura,
Pouco sobrará de mim se tirar minha tortura,
Vindo me enrolar se rala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Patrão da estância Maior, mande saúde e ternura,
Pra este povo buenacho que me aplaude e me atura,
Minha cantiga de grosso espero que esteja a altura,
Por sermos da mesma ala, e eu ser de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Fui criado no interior, e tenho pouca cultura,
Por ser de família pobre, sempre levei vida dura,
Quando eu chego o povo fala, "vejam que raça baguala,
A fina flor da grossura".
Sou grosso por natureza, pouco entendo de finura,
Meu dialeto é campeiro, comigo não tem frescura,
Não compro gato por lebre, corvo por galinha escura,
Pouca coisa não me abala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Canto e toco porque gosto, e o povo não me censura,
Dizem que o grosso está solto e que ninguém mais segura,
Anuncio o novo dia para gerações futuras,
Meu verso na mente estala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Pouco conheco tristeza, males que meu verso cura,
Sei que tenho meus defeitos, mas não sou má criatura,
Pouco sobrará de mim se tirar minha tortura,
Vindo me enrolar se rala, eu sou de raça baguala,
A fina flor da grossura.
Patrão da estância Maior, mande saúde e ternura,
Pra este povo buenacho que me aplaude e me atura,
Minha cantiga de grosso espero que esteja a altura,
Por sermos da mesma ala, e eu ser de raça baguala,
A fina flor da grossura.