Letra de Um Bagual Corcoveador (João Sampaio, Walther Morais e Quide Grande) - Osvaldir e Carlos Magrão
Disco A
01
Dançador de Vaneira (Amaro Peres)
02
Picaço Velho (José Mendes)
03
Nem Que Ela Não Queira (Joel Marques)
04
Homenagem (Joel Marques)
05
Um Bagual Corcoveador (João Sampaio, Walther Morais e Quide Grande)
06
Lua Bonita (Joel Marques e Rafael)
07
Cavaleiros e Cavalgadas (Carlos Magrão)
08
Porque Nasci Aqui (Jairinho Delgado)
09
Gaúchos (Joel Marques e Osvaldir)
10
Onde Ela Mora (Palminor Rodrigues Ferreira)
11
Paixão E Saudade (osvaldir, Pedro Almeida E Altur Gering)
12
Meu Filho Me Pediu Um Chamamé (Luiz Carlos Borges)
13
Vida De Bombeiro (Álvaro Maus E Luiz Carlos Balsam)
Um Bagual Corcoveador (João Sampaio, Walther Morais e Quide Grande)
A tropa vinha estendida pastando no corredor
Eu empurrava culatra e também fazia fiador
Num bagual gordo e delgado arisco e corcoveador
Que se assustava da estaca e da sombra do maneador
É brabo a vida de um taura que só trabalha de peão
Nisso uma lebre dispara debaixo de um macegão
Meu pingo só deu um coice escondendo a cara nas mãos
Saiu sacudindo o toso e cravou o focinho no chão
Tentei levantar no freio mas era tarde demais
Eu vi uma poeira fina formando nuvens pra trás
Berrando se foi a cerca e cruzou pro lado de lá
Parecia uma tormenta cruzando em massambará)
Se enganchava nas esporas sobre a volta do pescoço
Cortando couro em pêlo e tirando lascas de osso
Naquele inferno danado bombiei pra meu cebolão
Regulava quatro e pico numa tarde de verão
Senti a força do vento me arrancando dos arreios
E aquele bicho parecia que ia se rasgar no meio
Deixei manso e de confiança montaria de patrão
Pois honro o nome que carrego me orgulho de ser peão
Eu empurrava culatra e também fazia fiador
Num bagual gordo e delgado arisco e corcoveador
Que se assustava da estaca e da sombra do maneador
É brabo a vida de um taura que só trabalha de peão
Nisso uma lebre dispara debaixo de um macegão
Meu pingo só deu um coice escondendo a cara nas mãos
Saiu sacudindo o toso e cravou o focinho no chão
Tentei levantar no freio mas era tarde demais
Eu vi uma poeira fina formando nuvens pra trás
Berrando se foi a cerca e cruzou pro lado de lá
Parecia uma tormenta cruzando em massambará)
Se enganchava nas esporas sobre a volta do pescoço
Cortando couro em pêlo e tirando lascas de osso
Naquele inferno danado bombiei pra meu cebolão
Regulava quatro e pico numa tarde de verão
Senti a força do vento me arrancando dos arreios
E aquele bicho parecia que ia se rasgar no meio
Deixei manso e de confiança montaria de patrão
Pois honro o nome que carrego me orgulho de ser peão