Letra de Matando no Cansaço (Bruno Neher) - Osvaldir e Carlos Magrão
Disco A
01
China Atrevida (Di Cesar e João Luiz Corrêa)
02
Amigos Do Rio Uruguai (João Carlos Loureiro e Odemar Gerhardt)
03
Mistério do Coração (Marcelo Dametto)
04
Destino de Peão (Noel Guarany)
05
Uma Loiraça (Carlos Magrão)
06
Matando no Cansaço (Bruno Neher)
07
Vaneirinha do Amor (Francisco Castilhos e Albino Manique)
08
A Senha (Érlon Péricles)
Matando no Cansaço (Bruno Neher)
Pra minha prenda
Eu mandei esse recado
Que no próximo feriado
Não ia lhe visitar
Ia correr
Com o zaino do Seu Rodrigo
E como ele é meu amigo
Eu não podia faltar
Chegando o dia,
Me bandeei para as carreira
Numa égua parideira
Que muito já me ajudou
Ganhei uns trocos
E bebi com meus amigos
Pois o zaino do Rodrigo
A tal carreira ganhou
Dali uns dias
Quando estava em casa
Alguém veio botar brasa
Num assado que era meu
E me contou
Que a minha rica prendinha
Foi dançar numa festinha
E pra outro se vendeu
Fiquei cabrito
Mas logo fui me acalmando
Porque quem vive jogando
Sabe ganhar e perder
Que vá pro inferno
Essa chinoca mesquinha
Que por uma visitinha
Já deixou de me querer
Sou carinhoso
E gosto de dar agrado
Mas andar enrabichado
Me faz sentir esquisito
E tem mulher
Que sabe, mas não consente
Que às vezes o vivente
Precisa sair solito
Eu sou daqueles
Que não liga pro azar
Se perder ou se ganhar
Da parada não dispara
Com tanta china
Na chuleada e na tocaia
Não falta um rabo-de-saia
Pra quem tem barba na cara
Sou índio guapo
Na cancha reta do amor
Somente sou perdedor
Quando a china não me agrada
Em artimanha
Ninguém me dobra o topete
Chego a marcar dezessete
Correndo em terra lavrada
Não vai ser fácil
Me matarem no cansaço
Pois não é qualquer abraço
Que vai me aprisionar
Ditado antigo
Que todo mundo aconselha
"Cachorro que come ovelha,
Só matando pra parar"
Eu mandei esse recado
Que no próximo feriado
Não ia lhe visitar
Ia correr
Com o zaino do Seu Rodrigo
E como ele é meu amigo
Eu não podia faltar
Chegando o dia,
Me bandeei para as carreira
Numa égua parideira
Que muito já me ajudou
Ganhei uns trocos
E bebi com meus amigos
Pois o zaino do Rodrigo
A tal carreira ganhou
Dali uns dias
Quando estava em casa
Alguém veio botar brasa
Num assado que era meu
E me contou
Que a minha rica prendinha
Foi dançar numa festinha
E pra outro se vendeu
Fiquei cabrito
Mas logo fui me acalmando
Porque quem vive jogando
Sabe ganhar e perder
Que vá pro inferno
Essa chinoca mesquinha
Que por uma visitinha
Já deixou de me querer
Sou carinhoso
E gosto de dar agrado
Mas andar enrabichado
Me faz sentir esquisito
E tem mulher
Que sabe, mas não consente
Que às vezes o vivente
Precisa sair solito
Eu sou daqueles
Que não liga pro azar
Se perder ou se ganhar
Da parada não dispara
Com tanta china
Na chuleada e na tocaia
Não falta um rabo-de-saia
Pra quem tem barba na cara
Sou índio guapo
Na cancha reta do amor
Somente sou perdedor
Quando a china não me agrada
Em artimanha
Ninguém me dobra o topete
Chego a marcar dezessete
Correndo em terra lavrada
Não vai ser fácil
Me matarem no cansaço
Pois não é qualquer abraço
Que vai me aprisionar
Ditado antigo
Que todo mundo aconselha
"Cachorro que come ovelha,
Só matando pra parar"