Música e letra

Esta Vaneira

Por Zezinho e Floreio, do álbum Assim no Mais....

2012
Versão completa
Letra

Esta Vaneira

(Paulo Ricardo Costa/José Claro "Zezinho") Esta vaneira tem borralho e picumã Resto de noite na fumaça dos tições Iluminada com pavio e querosene Luz de candieiro que dá vida pros galpões Tem sentimento dum campeiro quando volta Da lida bruta que repassa ao dia a dia No chão batido roseteado das esporas Que, campo afora, vão virando melodias Esta vaneira foi templada na xucreza Sovando notas de uma gaita de botão É o próprio hino do Rio Grande que renasce Pelos farranchos de capim caramanchão Esta vaneira, quando a noite se debruça Quebra o silêncio e junta o povo no galpão Ajeita as coisas pra quem traqueja um namoro Numa vaneira a gente espanta a solidão Marca baguala desta pátria de onde eu venho Ensinamento dos gaiteiros mais antigos Que chega ao tranco, trançada tento por tento Pra um novo tempo onde o verso pede abrigo Esta vaneira foi templada na xucreza... Esta vaneira tem gosto de mate amargo Da água quente da cambona cascurrenta Fedendo a crina dum bagual ainda suado Desses ventenas que por nada se arrebenta E quando a noite se acomoda, sorrateira Ela se solta de algum fole galponeiro De nota em nota acariciada pelos dedos Conta segredos que só conhece o gaiteiro Esta vaneira foi templada na xucreza...