Música e letra

Domador de Fronteira

Por Cesar Oliveira e Rogério Melo, do álbum Rio-grandenses vol. 1.

2011
Versão completa
Letra

Domador de Fronteira

Já engraxei minhas corda E vou volteá lá pra mangueira A cavalhada relincha Se acomoda em meio à poeira Por que hoje eu passo as garra Nesta eguada caborteira Depois gineteio no pelo Bem no estilo da fronteira Potrada de todo porte Gateado, zaino, tordilho Refugado das estâncias Algum que já tem cornilho Uns olhando desconfiado Parece chamá o lombilho E eu de bota de potro Ressuscitando um caudilho Nessas andaças teatinas Muito xucro eu já surrei Trago no corpo as marcas De golpes que eu já levei Mas bagual que me entregaram Todos eles amansei Corri espora no basto Depois do freio ajeitei Fui parido nesta pampa Num dia meio cinzento Assim me criei gaudério Com o laço atado nos tento Aprendi ver a fronteira Só pelo soprar do vento Fui agarrando estas manhas Por andejar noite adentro Vivo no basto orquetado Cruzando cerros e janos Formei tropilhas na alma Com meu cantar orelhano E a tarde quando me agarra Este vasto chão pampeano Pra uma escramuça de potro Me agrada o mais haragano.