Música e letra

Timbre de Galo

Por Gaúcho da Fronteira, do álbum Xucro de Campanha.

1998
Versão completa
Letra

Timbre de Galo

Rio Grande, berro de touro, Quatro patas de cavalo. Quem não viveu este tempo, Vive esse tempo a cantá-lo E eu canto porque me agrada Neste meu timbre de galo. É verdade que alguns dizem Que os tempos de hoje são outros, Que o campo é quase a cidade E os chiripás estão rotos, Que as esporas silenciaram Na carne morta dos potros... Cada um diz o que pensa - Isso aprendi de infância, Mas nunca esqueça o herege Que as cidades de importância Se ergueram nos alicerces Dos fortins e das estâncias. Não esqueça, de outra parte, Para honrar a descendência, Que tudo aquilo que muda, Muda só nas aparências E até num bronze de praça Vive a raiz da querência. Eu nasci no tempo errado Ou andei muito depressa, Dei ó de casa em tapera, Fiquei devendo promessa Mas se pudesse eu voltava Pra onde o Rio Grande começa. E se me chamam de grosso, Nem me bate a passarinha. A argila do mundo novo não Tem a mescla da minha, Sovada a cascos de touro, Com águas de carquejinha... Rio Grande, berro de touro, Quatro patas de cavalo ! Quem não viveu esse tempo Vive esse tempo ao cantá-lo, E eu canto porque me agrada Neste meu timbre de galo...