Música e letra

Gaudério

Por José Mendes, do álbum Não Aperta, Aparício.

Milonga 1968
Versão completa
Letra

Gaudério

O índio pra ser gaudério tem que ter a vida aberta No momento do perigo dá um jeitinho e não se aperta Nada de pago em pago e não tem morada certa O rio grande é tua cama e o luar tua coberta. Sempre tem uma chinoca para lhe fazer afago E o que não deixa levar o viver de uma índio vago São as coisas de antanho que no pensamento trago Carinho, mulher e gaita e o encanto do meu pago. Para afugentar a saudade a minha idéia eu destampo E saio longe de mim, num cerro alto me acampo Solito dentro da noite contemplando os pirilampos Que brincam de iluminar o pano verde do campo Sou assim como o minuano gaudério por excelência E na invernada dos anos vai morrendo a resistência E na tropeada da vida não maltrato minha consciência Quero morrer com a honra de gaudério da querência.