Música e letra

Sangue Criolo

Por José Mendes, do álbum Mocinho do Cinema Gaúcho.

Valsa 1970
Versão completa
Letra

Sangue Criolo

Pelas estradas do pampa eu sou o gaúcho mais destemido, No escarcear do meu zaino, sou de longe reconhecido. De laço e bolas nos tentos, eu vou cruzando com liberdade Gaudério de pouso incerto, Num campo deserto em sinto a vontade Não creio em manhas de china Nem rengueado de cusco, em céu de tempestade! Ai, ai, ai, ai, estradas que não tem fim Ai quanto china que chora nesta hora pensando em mim Ai, ai, ai, ai, quem manda me querer bem Pois água fresca e conselhos não se oferece a ninguém! Sou índio bem aragano e me sinto ufano com justo afinco Por ver ferver o meu sangue no velho rio grande de 35, Sou quebra de nascimento meu pensamento não tem receio; Nunca provoco arruaça Mas toco de graça em qualquer rodeio. Nunca refugo ao perigo, Confio no amigo dos meus arreios.