Música e letra

Tasca de Vila

Por Xiru Missioneiro, do álbum Cheirando a Pasto.

1997
Versão completa
Letra

Tasca de Vila

Lá na campanha onde eu vivo tá bem bão de morá lá Tem um povoado pertinho que é pra gente retoçá Chegou u'a muié do povo e ergueu um rancho na esquina Com mais oito franga nova pra um rebuliço de china E o treis bola tonotua tipo atoa e bem imundo Borrachão e revolvero, gigolô e vagabundo Dava laço no chinedo, pregava uns tiro nos fundo E gritava pro gaitero que não parasse um segundo ( baile véio formado mesmo que camoatim de rancho, não é tio nanato?) Ali pela meia noite, cantei tudo que eu sabia Saltei tudo as minha douchura e o praguedo não dormia Chamei a dona da casa pra acomodar os vivente Pra contentá esse chinedo não tem saco que agüente Despos que as tchanga se esquentam não é fácil apagá o facho Pula grita se arrebenta senta no colo dos macho Sò com uns barbante nas anca e vão alumiando os capricho Num chaquaio de pelanca só de peitera e rabicho (tem um letreiro na porta pra atrair quem passar: "aqui se bebe e se come e também dá pra pousar" Bombeei pra dentro, só florão de tropa, é aqui que eu quero ficá) Um tendel de china e gaita, pois nem o diabo assegura Deixe que estufe os vazio e estoure fele e fossura Pego a relampiá fundilho levando os macho à loucura E as mais feia se oferece por maços de rapadura Uma gringa pinga-fogo que se botô fora cedo Se agradou desse animal por ali deu-se o enredo Tapei a china de jóia cum anel em cada dedo E a tipa metia inveja no resto do chinaredo (fomo porçando os carcanhá e o estrago foi que nem porco em batatal)