Música e letra

Vivência de Galpão

Por João Luiz Corrêa, do álbum Quando Canta o Rio Grande.

2010
Versão completa
Letra

Vivência de Galpão

A madrugada num reponte se boleia Rumo a alvorada pra um raiar de um novo dia E o coração xucro e campeiro corcoveia Na ânsia louca de se esbandar de alegria Enquanto o cheiro de campanha se acolhera Junto a fumaça da chaminé do galpão Com o odor de cérne, angico e nó de pinho Que viram brasas no velho fogo de chão {refrão} São as vivências que rebrotam a cada tento Que tranço lento no dia-a-dia de peão Onde os limites são a pampa e o firmamento E onde o centro do universo é o meu galpão O sol num upa dá buenos dias e se achega De cara alegre faz sinuelo pra peonada Que já se encontram nos alambrados da estância Ou na coxilha dando de sal pra boiada O peão campeiro toma conta do galpão Dos afazeres cotidianos de campanha Cuidar o fogo e preparar o carreteiro Café passado, um bom mate e um gol de canha Refrão Mas quando a tarde perde o rumo e se despede É fim de lida pra peonada do rincão Que se reúnem entre prosa e gargalhada Ao pé do fogo e o mate de mão em mão A noite buena dá oh de casa e se achega Calma e serena vem em forma de guarida Berço sagrado pra o descanço de um campeiro Que pula cedo pra um novo dia de lida Refrão