Música e letra

Fandango Galponeiro

Por João Luiz Corrêa, do álbum Quando Canta o Rio Grande.

2010
Versão completa
Letra

Fandango Galponeiro

(Letra: Diego Muller/Salvador Lamberty | música: Marco Lima) Abre esta gaita neste surungo de rancho Que o povo gosta de um fandango galponeiro Puxa a vaneira, que a peonada já se arrancha Num troca-passo na penumbra do candeeiro Dança o domeiro, o pescador, dança o patrão Dança o chibeiro, o plantador e o tropeiro Toda a campanha se ermanando neste embalo Que a botoneira traz acordes bem campeiros Bamo pra sala que a gaita não dá descanso Neste balanço de sacudir as melena´ Eu me esparramo, com os olhos de pirilampo E já me acampo nos braços de uma morena O chão batido, de cinza, saibro e lembranças Rancho barreado, coberto de santa-fé Tempo bagual desta minha pátria sulina Onde a vaneira vem timbrar a sola dos pé´ E a gaita velha, derramando mil segredos A noite morre, vem a aurora em claridade O enamorado se despede da morena Não sabe onde carregar tanta saudade Bamo pra sala que a gaita não dá descanso...